sexta-feira, 21 de julho de 2017

Será que podemos acreditar nos relatos bíblicos sobre milagres?

“Você pode viver como se nada fosse um milagre ou como se tudo fosse um milagre”, disse Albert Einstein. Confirmando a afirmação do gênio da física, vemos hoje duas posturas opostas diante dos milagres: de um lado, os deístas, naturalistas e ateus os negam; de outro, os carismáticos, esotéricos e místicos os defendem.

No Ocidente, no ambiente racionalista, vários intelectuais tentaram desacreditar os milagres. Por exemplo, Baruch Espinosa (1632-1677) argumentou que os milagres são violações das leis naturais e, portanto, impossíveis. David Hume (1711-1776) defendeu que eles são inacreditáveis. Rudolf Bultmann (1884-1976) sugeriu que são mitológicos, no sentido de apenas expressarem uma realidade transcendente (para ele, os milagres acontecem no mundo espiritual, e não na dimensão do espaço-tempo).

No entanto, esses críticos não ficaram com a última palavra. Hoje, o milagroso é novamente uma categoria aceita, valorizada e explorada. Aparece como fator real da espiritualidade ou simples estratégia de marketing no mercado religioso. Se os milagres sempre fizeram parte de virtualmente todas as tradições religiosas, na atualidade ganharam novo espaço na paisagem da fé.

O teólogo Craig Keener percebeu isso muito bem. Com suas análises profundas, escreveu dois volumes sobre o assunto, totalizando 1.172 páginas. Na obra, intitulada Miracles: The Credibility of the New Testament Accounts, ele defende a tese de que “as testemunhas oculares realmente apresentam reivindicações de milagres”, o que nem sempre é levado em conta, e de que “as explicações sobrenaturais, embora não se apliquem a cada caso, deveriam ser bem-vindas no debate acadêmico”.

Que os milagres falsos ou verdadeiros estão por aí, quase ninguém duvida. Mas como interpretar esses fenômenos tão comentados nos meios cristãos?

Conceito
Na visão bíblica, o milagre é uma intervenção graciosa, visível e intencional de Deus no mundo, com múltiplos propósitos. Não é o sagrado em si mesmo, mas um sinal que aponta para ele. Entre os teólogos mais recentes, a tendência é acentuar o aspecto do sinal. Milagre, nesse sentido, não deve ser visto como uma prova, algo a ser detectado cientificamente, mas como uma atuação divina, a ser captada pela fé. Na antiguidade, a ênfase não estava na excepcionalidade do fato, mas na sua significação espiritual, no elemento divino.

Em suma, como diz o teólogo Norman Geisler, milagre é um ato especial de Deus no mundo natural, algo que a natureza por si mesma não faria. Da perspectiva humana, “é um evento incomum (‘maravilha’) que transmite e confirma uma mensagem incomum (‘sinal’) por meio de um poder incomum (‘poder’)”; da “perspectiva divina, é um ato de Deus (‘poder’) que atrai a atenção do povo de Deus (‘maravilha’) para a Palavra de Deus (por um ‘sinal’)”. Podemos ver os milagres por diferentes ângulos.

Na perspectiva naturalista, o milagre é apenas um prodígio condicionado à natureza e à percepção do espectador. Santo Agostinho, a grande autoridade de sua época no assunto dos milagres, era simpatizante dessa posição, embora não a adotasse. Colin Humphreys, físico de Cambridge, defende que os milagres do êxodo aconteceram, mas têm explicações científicas/naturais. Por exemplo, bem na hora da passagem dos hebreus pelo Jordão, teria ocorrido um terremoto, que bloqueou a água. Na verdade, Deus criou ou causou os mecanismos naturais. Enquanto Humphreys enfatiza primariamente o fator natureza e secundariamente a intervenção divina, deveríamos inverter essa ordem.

Na perspectiva antinaturalista, o milagre é uma anulação ou suspensão das leis da natureza por iniciativa divina. Esse pensamento era muito difundido nos séculos 17 e 18, chegando até mesmo a entrar em obras teológicas de referência. O francês Voltaire (1694-1778) escreveu que, como seria um contrassenso violar leis divinas, eternas e imutáveis,“é absurdo crer em milagres, é desonrar de certo modo a Divindade”.

Na perspectiva intervencionista, o milagre é uma ação especial de Deus no mundo, sem romper a ordem natural. Ele não é contrário à natureza, mas sim às nossas expectativas em relação ao seu funcionamento. Para o escritor irlandês C. S. Lewis (1898-1963), as leis da natureza não fazem acontecer as coisas; elas apenas reagem ao fator/poder externo (Deus), no sentido de acomodar a ação divina.

Esse último enfoque é o que mais se aproxima da visão bíblica. No milagre, uma força superior (Deus) incorpora, ultrapassa ou neutraliza uma lei inferior, sem romper a ordem natural. O mesmo princípio se aplica quando um avião voa com centenas de passageiros e um navio flutua com toneladas de carga, devido a uma força maior do que a força da gravidade.

Os naturalistas têm dificuldade em admitir o milagre porque ele não se acha ligado retroativamente a um fenômeno natural anterior. Para muitas pessoas, isso parece intolerável. O problema é que veem pouco; tomam a natureza como sendo toda a realidade. Porém, ela é só uma parte do quadro.

Num enredo literário, os personagens têm que agir de acordo com o tipo de história. O mesmo ocorre com a narrativa de milagres. No paradigma bíblico, a ocorrência de milagres está prevista e, portanto, eles fazem parte da regra do jogo.

Lógica
A lógica do milagre é a lógica do amor, do poder e da inteligência – a lógica de Deus. A cosmovisão dos autores bíblicos é teísta. Existe um Deus pessoal que está acima de tudo e toma a iniciativa de agir. Os milagres existem porque existe um Deus milagroso.

Pode-se dizer que a criação do mundo e a ressurreição de Jesus são os dois milagres-âncoras. A Bíblia estabelece o fato de que um Deus poderoso criou todas as coisas. Estabelece também que Jesus, o Deus encarnado, inverteu a experiência humana, morrendo e tornando a viver. Isso valida todos os outros milagres anteriores e posteriores à sua passagem pelo planeta. Esses dois milagres são selos autenticadores de todas as maravilhas operadas por Deus na história.

Você talvez se pergunte por que, afinal, Deus opera milagres. Bem, o milagre não é um evento casual, gratuito, sem finalidade objetiva; ele tem uma mensagem teológica. Na verdade, possui várias significações. O milagre tanto pode revelar o interesse gracioso de Deus pela humanidade sofredora quanto servir de credencial de uma missão divina.

Entre outros propósitos, os milagres servem para glorificar a Deus, extravasar o amor divino, autenticar um mensageiro ou uma missão divina, atestar a supremacia de Deus sobre deuses rivais, ensinar ou ressaltar uma verdade, fortalecer a igreja e ampliar o alcance do seu ministério, anunciar os tempos messiânicos e indicar uma realidade espiritual mais profunda (sinais).

Durante as pragas do êxodo, por exemplo, os milagres serviram para mostrar a superioridade de Deus em relação aos inúmeros deuses egípcios. O confronto não era entre Moisés e o faraó, mas entre Deus e os deuses do Egito (Êx 12:12). Assim, cada tipo de praga visava desmoralizar uma divindade falsa.

Será que Deus ainda faz milagres por meio de pessoas com dons especiais? Os defensores da abordagem cessacionista dizem que não. Os adeptos da abordagem carismática garantem que sim. Adotando uma abordagem cíclica contínua, podemos dizer que Deus faz milagres, mas não com a intensidade dos momentos de picos, como na época do Pentecostes e no superderramamento do Espírito Santo antes da volta de Jesus.

Sem dúvida, Deus pode fazer milagres hoje. Porém, o fato de poder fazer não significa que irá fazer. Isso depende da vontade e dos propósitos dele. Na consideração dos milagres, o problema com frequência aparece porque os cristãos confundem possibilidade com probabilidade, algo típico da mentalidade imatura.

A Bíblia condensa em poucas páginas eventos com centenas de anos de intervalo entre si. Deus não faz milagres (no sentido técnico) toda hora, mas está em constante atividade. No judaísmo há uma diferenciação entre os milagres “explícitos”, em que Deus irrompe sobrenaturalmente no mundo, alterando o esquema normal da natureza, e os milagres “ocultos”, em que Deus renova constantemente o milagre da criação, através de atos corriqueiros e despercebidos pela maioria.

Os milagres são uma expressão de graça e um toque de amor. A lei da causa e efeito num mundo imperfeito diz que as consequências de um erro, presente ou passado, são doença, dor e morte. Mas, de repente, a graça entra em ação e reverte esse caminho, trazendo cura, prazer e vida.

Descubra Deus e você perceberá os milagres que Ele pode fazer em sua vida. Você é o maior milagre.

Marcos de Benedicto (via Revista Adventista)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O arrependimento de Deus

A mesma palavra “arrependimento” (derivada do latim repoenitere) é usada nas traduções da Bíblia para designar tanto comportamentos humanos como atitudes divinas que são distintos em natureza, e que foram expressos por palavras diferentes nas línguas originais das Escrituras. O genuíno arrependimento humano para a salvação é descrito pelos termos hebraico shubh e gregos metanoeo (verbo) e metanoia (substantivo), que denotam uma mudança de mente, envolvendo tristeza, completo abandono do pecado e um sincero retorno a Deus.

Já o arrependimento divino é expresso através das palavras hebraica naham e grega metamelomai, que não sugerem qualquer mudança intrínseca na mente de Deus, “em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg 1:17), mas apenas uma alteração em Sua atitude para as criaturas. Essa alteração é decorrente de uma mudança radical no comportamento humano, que acaba impedindo o recebimento por parte dos seres humanos de uma bênção divina que lhes fora prometida ou de um castigo divino que lhes deveria sobrevir.

O próprio Deus advertiu o Seu povo da condicionalidade de Suas bênçãos e de Seus castigos em Jeremias 18:7-10: “No momento em que Eu falar acerca de uma nação ou de um reino para o arrancar, derribar e destruir, se tal nação se converter da maldade contra a qual Eu falei, também Eu me arrependerei do mal que pensava em fazer-lhe. E, no momento em que um falar acerca de uma nação ou de um reino para o edificar e plantar, se ele fizer o que é mal perante Mim e não der ouvidos à Minha voz, então, Me arrependerei do bem que houvera dito lhe faria.”

Esse princípio é claramente ilustrado na experiência dos antediluvianos e dos ninivitas. Em Gênesis 6:6 e 7 é dito que Deus “Se arrependeu” de ter criado a raça humana, não porque Ele houvesse mudado, mas porque os antediluvianos se haviam degenerado a tal ponto que a única solução para eles seria a sua destruição (ver Gn 6:5). Por semelhante modo, Jonas 3:10 diz que “Deus Se arrependeu do mal que tinha dito” trazer aos ninivitas, não porque Ele houvesse mudado, mas porque estes se converteram completamente de seus maus caminhos (ver Jn 3:5-9).

Por outro lado, quando a Bíblia diz que Deus não é homem para que Se arrependa (ver Nm 23:19; I Sm 15:29; Sl 110:4; Hb 6:17), ela está descartando a possibilidade de haver qualquer mudança intrínseca na pessoa de Deus, que O levasse a ser injusto e desleal em Seu relacionamento com os seres humanos (ver Dt 7:9 e 10). Em outras palavras, Deus é fiel e justo, e jamais deixará de recompensar as boas ações e de punir os maus atos, bem como de reconhecer todas as possíveis mudanças no comportamento humano.

Alberto R. Timm (via Centro White)

Nota: O professor Leandro Quadros também aborda este assunto nos vídeos abaixo:

 

Ame bem mais, poste bem menos

Ame. Este é o segredo.

Aposto que você já se perguntou porque somos tão felizes nas redes sociais, mas ao mesmo tempo não conseguimos nos alegrar na vida real. Eu já me cansei de ver pessoas que são completamente bem resolvidas nas suas capas de Facebook, mas que não conseguem passar um dia sem arrumar uma confusão com alguém por uma bobeira qualquer.

Talvez nunca tenhamos nos relacionado tanto com outras pessoas como nestes dias. Conhecemos mais gente, vamos a mais happy hours, viajamos com mais facilidade e mais frequentemente, fazemos tantas coisas ao mesmo tempo que até nós mesmos ficamos assustados e sempre andamos escancarando esta felicidade plástica pelos corredores das redes sociais.

A verdade é que sempre fomos quem fomos, mas, recentemente, compartilhamos mais a vida íntima. Cada um tem uma espécie de reality show pessoal. Com mais gente olhando nossos passos, fomos obrigados a fazer cara de lucidez, tirar uma foto em nossos celulares-câmeras e publicar em tempo real para toda nossa rede de contatos. O mais interessante é que ao mesmo tempo que transformamos nossos logins em uma vitrine de caça-likes, caímos também em um universo indiferente e ausente de pessoas confiáveis. Democratizamos o ego. Nunca foi tão fácil encontrar alguém e tão difícil achar pessoas que podemos contar a toda hora.

Isto, claro, também respingou nos relacionamentos amorosos que temos vivido. Inauguramos um novo modelo de amor, mais descartável, mais veloz, mais intenso, mais insatisfatório, mas consumível, mais frio e mais aproveitador. É bem neste ponto que tornamos a coisa um saco! É gente pra todo lado reclamando de como o outro o tratou mal, de como idealizou e não foi correspondido, são uma grande quantidade de indiretas endereçadas aos amores passados, um inexplicável ódio gratuito e sem objetivo, um desamor para lá, outro para cá, gente tirando conclusões sobre tudo e todos, comentários desinformados e repugnantes. Até o português mal falado do outro é motivo para irritação.

As redes sociais se tornaram um espelho de nós. Ame mais.

Das lojas gourmet até a o outlet retrô, dos produtos da China aos handmades customizados. Tudo é a imagem e semelhança do que nos tornaram. Os cortes de cabelos são reproduzidos em série, todo mundo está em busca de um objetivo comum, mas abstrato. Ao mesmo tempo, todo mundo agora é preocupado com a causa dos cães, com a situação das árvores da mata atlântica, em estar em boa forma, comprometido com uma alimentação mais regulada, com frequentar uma academia (e, às vezes até fazendo dela o seu diário pessoal no Instagram). Gente que mostra o carro que comprou, o empregou que conquistou, o camarote que conseguiu porque é bem relacionado, o final de semana no iate/carro/casa/lounge do amigo rico.

Como jornalista, sou um duro defensor deste novo modelo de interação social e da comunicação integrada, globalizada e rápida, mas tenho notado que a gente não está sabendo lidar com isso em nossa relações. O que era para nos ajudar, acaba sendo o nosso peso. Estamos nos falando mais, mas não estamos nos comunicando mais. Disparamos mais palavras, mas temos cada dia menos misericórdia, menos pudor, falta de paciência, de empatia… 

Aliás, muito provavelmente, boa parte das conversas que você e seu parceiro terão vão acontecer por texto. Isso não é estranho para vocês? Só eu acho incomum a forma que escolhemos para nos comunicar com quem amamos ser a mais impessoal, indireta e pobre que existe? A triste constatação é que temos mais intimidades com o emoticons do que com os sentimentos reais, mais intimidade com os comandos do teclado do que com as palavras.

Precisamos urgentemente repensar o volume de presença que temos tido na vida das pessoas que são importantes para nós. Use o Facebook para adicionar o velho amigo da primeira série, use o Instagram para rever pessoas distantes, monte um grupo no Whatsapp com os amigos mais chegados, use o Pinterest para se inspirar no trabalho, mas não se esqueça de que postar nunca será igual estar. Não se esqueça: A gente não vive para postar e a gente posta o que vive! Viver, depois postar. E não o inverso. Ame, ame, ame, ame, até que tudo seja mais real e menos virtual.

Murillo Leal (via Minha Vida Cristã)

Dia do Amigo: O que dizem a Bíblia e Ellen White sobre amizade?

O Dia do Amigo, celebrado a 20 de julho, foi primeiramente adotado em Buenos Aires, na Argentina, com o Decreto nº 235/79, sendo que foi gradualmente adotado em outras partes do mundo. A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Com a chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, ele enviou cerca de quatro mil cartas para diversos países e idiomas com o intuito de instituir o Dia do Amigo. Febbraro considerava a chegada do homem a lua “um feito que demonstra que se o homem se unir com seus semelhantes, não há objetivos impossíveis”. 

O que diz a Bíblia
O Senhor Jesus Cristo nos deu a definição de um verdadeiro amigo: "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer" (João 15:13-15). Jesus é o exemplo puro de um verdadeiro amigo, pois Ele deu a sua vida por seus "amigos". Além disso, qualquer um pode tornar-se Seu amigo por confiar nEle como o seu salvador pessoal, nascendo de novo e recebendo nova vida nEle.

Há um exemplo de verdadeira amizade entre Davi e Jônatas, filho de Saul, que, apesar do seu pai perseguir e tentar matar Davi, permaneceu ao lado do seu amigo. Você pode achar essa história em 1 Samuel, do capítulo 18 até o capítulo 20. Algumas passagens pertinentes são 1 Samuel 18:1-4; 19: 4-7; 20:11-17, 41-42.

Provérbios é uma outra boa fonte de sabedoria a respeito de amigos. "Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão" (Provérbios 17:17). "O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão" (Provérbios 18:24). A questão aqui é que, para ter um amigo, é preciso ser um amigo. "Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos" (Provérbios 27:6). "Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo" (Provérbios 27:17).

O princípio da amizade também é encontrado em Amós. "Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?" (Amós 3:3). Os amigos compartilham os mesmos interesses. Um amigo é alguém em quem se pode ter total confiança. Um amigo é alguém com quem se compartilha respeito mútuo, não com base em mérito, mas com base em uma semelhança de espírito.

Finalmente, a verdadeira definição de um amigo de verdade vem do apóstolo Paulo: "Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:7-8). "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos" (João 15:13). Essa sim é a verdadeira amizade!

O que diz Ellen G. White
Os mais notáveis sábios e filósofos da antiguidade glorificaram a amizade, chegando Cícero a equipará-la à sabedoria. Mas vejamos o que Ellen G. White sabiamente nos diz sobre a verdadeira amizade:

“O calor da verdadeira amizade, o amor que liga coração a coração, é um antegozo das alegrias do Céu”. (A Ciência do Bom Viver, p. 360)

“É natural buscar companheirismo. Todos encontrarão companheiros ou os farão. E exatamente na medida da força da amizade, será o grau de influência exercida pelos amigos uns nos outros, para bem ou para mal. Todos terão amigos, e influenciarão e serão influenciados”. (Conselhos Sobre Saúde, p. 414)

“Sob a educação e disciplina do Espírito Santo, os filhos de Deus amam uns aos outros verdadeira e sinceramente, sem afetação - 'sem parcialidade e sem hipocrisia' (Tg 3:17). E isto porque o coração se acha ligado pelo amor a Jesus. Nossa afeição um pelo outro brota de nossa relação comum com Deus. Somos uma família, amamo-nos uns aos outros como Ele nos amou. Quando comparada com essa afeição genuína, santificada, disciplinada, a superficial cortesia do mundo, a inexpressiva manifestação de efusiva amizade, são como a palha em comparação com o trigo”. (O Cuidado de Deus, p. 24)

“Podem as circunstâncias separar-nos de nossos amigos; o vasto e turbulento oceano pode rolar entre nós e eles. Embora prevaleça ainda sua sincera amizade, talvez sejam incapazes de demonstrá-la fazendo por nós aquilo que com gratidão haveríamos de receber. Mas circunstância alguma, nenhuma distância pode separar-nos do Consolador celestial”. (O Cuidado de Deus, p. 148)

“Cristo nunca fez paz mediante qualquer coisa como a transigência. O coração dos servos de Deus transbordará de amor e simpatia pelos errantes, como nos é apresentado na parábola da ovelha perdida; não terá, porém, palavras suaves para o pecado. Mostram a mais verdadeira amizade os que reprovam o erro e o pecado sem parcialidade e sem hipocrisia”. (Evangelismo, p. 368)

“Podemos mostrar mil pequenas atenções em palavras de amizade e olhares de bondade, o que se refletirá de novo sobre nós. Cristãos indiferentes manifestam por sua negligência de outros que não estão em união com Cristo. É impossível estar em união com Cristo e ainda ser desconsiderados para com outros e negligentes de seus direitos”. (Lar Adventista, p. 428)

“Pois bem, recusarão os cristãos professos associar-se aos não-convertidos, procurando não ter qualquer comunicação com eles? Não; devem estar com eles, no mundo e não do mundo, mas não participar de seus caminhos, nem ser impressionados por eles, e não ter o coração aberto para seus costumes e práticas. Suas relações de amizade devem ter o propósito de atrair outros para Cristo”. (Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 231)

“Sentimentos de desassossego e de saudade ou solidão podem ser-vos benéficos. Vosso Pai celeste pretende ensinar-vos a encontrar nEle a amizade e o amor e consolação que satisfarão vossas mais ferventes esperanças e desejos. Vossa única segurança e felicidade está em fazer de Cristo vosso constante Conselheiro. Podeis ser felizes nEle ainda que não tenhais nenhum outro amigo no vasto mundo”. (Nossa Alta Vocação - Meditações Matinais, 1962, p. 257)

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Do crente ao ateu, ninguém explica Deus - Ellen White comenta

Com quase 120 milhões de visualizações no canal oficial da banda Preto no Branco no YouTube, a letra da canção “Ninguém explica Deus” fala sobre a impossibilidade humana em poder alcançar um entendimento último acerca de Deus. “Teologia para explicar ou big-bang para disfarçar”, diz certa parte da letra que também cita que “do crente ao ateu, ninguém explica Deus”.

As Escrituras Sagradas ressaltam que “as coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Deuteronômio 29:29). De igual modo, Ellen White recomendou ter cautela ao tratar de certos assuntos que não temos revelação. Os textos seguintes, extraídos do livro Olhando para o Alto, são bons exemplos da aplicação desse princípio sobre a natureza de Deus: 
"Que ninguém se aventure a explicar a Deus. O ser humano não pode explicar-se a si mesmo, e como, então, ousa aventurar-se a explicar o Onisciente?"
“Os homens podem apresentar suas próprias interpretações acima de Deus, mas nenhuma mente humana pode compreendê-Lo. Este problema não nos foi dado para solucionar. Que o homem finito não tente interpretar a Jeová. Ninguém se ponha a especular quanto a Sua natureza. Aqui o silêncio é eloquência. O Onisciente está acima de discussão."
"A personalidade e prerrogativas de Deus, onde Ele está e o que Ele é, são assuntos nos quais não devemos ousar tocar. Aqueles que não têm conhecimento prático de Deus são os que se aventuram a especular a Seu respeito. Se o conhecessem melhor, teriam menos a dizer sobre o que Ele é. Aquele que mantém uma comunhão mais próxima com Deus, em sua vida diária e que tem o mais profundo conhecimento dEle, reconhece perfeitamente a total incapacidade dos seres humanos explicarem o Criador."
"Para os curiosos, apresento a mensagem de que Deus me instruiu a não formular respostas às perguntas daqueles que indagam sobre aquilo que não foi revelado. As verdades reveladas pertencem a nós e a nossos filhos. Os seres humanos não devem tentar avançar além. Não devemos procurar explicar aquilo que Deus não revelou. Devemos estudar a revelação que Cristo, o Grande Mestre, apresentou do caráter de Deus, para que em espírito, palavra e ação possamos representá-Lo àqueles que não O conhecem." 
"A palavra de Deus e Suas obras contêm o conhecimento de Si mesmo que Ele julgou próprio para nos ser revelado. Podemos assim compreender a revelação que Ele nos deu de Si mesmo. Mas é com temor e tremor e com um senso de nossa própria pecaminosidade que devemos empreender esse estudo, e não com o desejo de tentar explicar a Deus, mas visando obter esse conhecimento que nos capacitará a servi-Lo mais aceitavelmente."
Assista abaixo esta belíssima música interpretada pela cantora adventista Mariana Farinha:

Cristãos arrogantes não existem

A arrogância é uma doença espiritual maligna e silenciosa. Um dos efeitos dessa moléstia é que, em geral, o arrogante se acha a pessoa mais humilde do mundo – ele não se vê como verdadeiramente é. Constantemente aponta os erros dos outros mas não consegue perceber como a sua essência está contaminada – e, se consegue, tem a arrogância de dizer que não é arrogante. Hoje está totalmente disseminado o conceito antibíblico de que é possível ser arrogante e ser um bom cristão. Não é. É absolutamente impossível ser um homem segundo o coração de Deus e ser arrogante ao mesmo tempo. São características que não cabem no mesmo indivíduo.

Arrogância é sinônimo de orgulho, altivez, soberba, prepotência. Mostre-me um arrogante e lhe mostrarei um homem sem Deus. Esse é um pecado tão grave que o salmista diz ao Senhor: 
“Os arrogantes não permanecerão à tua vista”. (Sl 5:5)
Em 2 Timóteo 3:1-2, o apóstolo Paulo fala sobre o perfil dos homens nos últimos tempos: 
“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes…”. 
Sim, o olhar altivo do arrogante é um dos defeitos que Deus mais detesta, como Salomão deixa claro em Provérbios 6:16-19.

É fácil diagnosticar alguém que sofre de arrogância. Comece procurando uma pessoa que se acha especial. Diferente. O escolhido. O “cristão” altivo tem essa pretensão, achar que tem em si algo tão singular que Deus o separou do resto da humanidade. Pois os verdadeiramente separados pelo Senhor para realizar grandes feitos simplesmente os executam, não ficam fazendo alarde disso, e se mantêm com uma extraordinária postura de humildade (é só ver o caso do rei Davi). De certo modo, há em todo arrogante um pouco de nazista: ele se acha praticamente membro de uma linhagem superior, um ariano, eleito pelos céus para mostrar à humanidade errada que ele é quem está certo.

Essa é outra característica sempre presente no arrogante: ele se acha o dono da verdade. Se alguém discorda dele é porque é ignorante, atrasado, desinformado, rebelde, não foi tão iluminado por Deus, não entendeu as realidades do alto ou qualquer coisa do gênero. Isso acontece porque a arrogância cega. Ela não deixa o arrogante se ver como tal. Assim, qualquer verdade fora da sua verdade é inverdade. E ele trata quem dele discorda como culpado de uma suposta ignorância proposital. Discordar do arrogante é visto por ele praticamente como uma ofensa. Até porque, no seu entendimento, as outras pessoas existem em função dele.

Lamentavelmente, o “cristão” arrogante em geral ganha discípulos. No caso do arrogante carismático, arrebanhará multidões, que se tornarão seus seguidores cegos – fãs tão fanáticos que não suportam ouvir uma crítica a seus ídolos. Hitler foi assim. Temos os nossos hitlers hoje em dia, líderes orgulhosos e altivos, que se tornam deidades das massas. Seu carisma atrai os incautos para a armadilha e a arrogância enterra seus seguidores, ao ser tomada como modelo e padrão aceitável. Em vez de uma triste doença, a soberba dos tais é vista e exaltada como uma qualidade, um sinal de força e posicionamento. Aos olhos de muitos, até como unção. Só que não passa da mais maligna e destrutiva soberba: 
“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.” (Pv 16:18)
E há, por outro lado, os arrogantes sem carisma, que se impõem em geral por seus cargos, fazem poucos discípulos sinceros – os que nele de fato creem acabam reproduzindo a mesma arrogância. Seja o arrogante carismático ou não, tornar-se um discípulo dele é altamente prejudicial: 
“Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança e não pende para os arrogantes.” (Sl 40:4)
O arrogante geralmente se prende a títulos e cargos para legitimar-se. Esteja ele em que grau da hierarquia estiver. “Sabe com quem está falando? Eu sou o diácono aqui”, empavona-se. Não se contenta em ser quem é, precisa do reconhecimento e do garbo. Sem adjetivos a sua arrogância sente-se ofendida. É por isso que nascem entre nós tantos “patriarcas”, “ungidos do Senhor”, “doutores em divindade”, “profetas de Deus”. “vice-deus” ou o que for – o arrogante em geral se esforça mais por obter títulos do que empreender realizações. Enquanto o mais importante e preeminente dos humildes contenta-se em ser chamado de “Zé”, se for o caso, o arrogante exige para si títulos acessórios, que ficarão pendurados em seu nome como penduricalhos na farda de um velho general.

Mas, por mais que receba o louvor alheio, o arrogante não se contenta com isso – precisa de mais. Pois realmente acredita que merece mais – afinal, ele é um escolhido de Deus. Daí surgem os impérios eclesiásticos, as empresas evangélicas de um homem só, as capitanias hereditárias gospel, as catedrais mundiais de qualquer coisa. E, para pôr tais empreendimentos de pé, o arrogante se coloca acima do bem e do mal: faz associações em jugo desigual para ter mais poder, dá propinas para ver avançar seus sonhos pessoais, cria falsas campanhas espirituais como forma de arrecadar dinheiro… enfim, faz o que for preciso para que seus projetos avancem – e sempre tem uma boa desculpa para justificar-se de que aquilo não é pecado. Peca porque, afinal, está fazendo para o Reino. Só que, na verdade, está fazendo para si mesmo.

Não há arrogantes admiráveis – pense nos homens de Deus que você admira e, se enxerga neles altivez e prepotência, sugiro que deixe de admirá-los – pois não são tão homens de Deus assim. Só continua a admirar arrogantes, após se dar conta de que são arrogantes, quem admira a arrogância. E não se pode admirar a arrogância e Jesus ao mesmo tempo.

A arrogância foi o pecado que fez aquele que ficava ao lado do Senhor no Céu tornar-se Satanás. Não bastava ele ser querubim da guarda ungido, permanecer no monte santo de Deus, andar no brilho das pedras. É interessante reparar o caminho de corrupção que ele percorre, de anjo a demônio. No início, “perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado”, só que, aos poucos, “se achou iniquidade” nele. O que me entristece é que, se o destino dos homens arrogantes for o mesmo do querubim arrogante, o que eles ouvirão ao final de suas vidas é: 
“te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer […] em meio ao brilho das pedras. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem.” (Ez 28)
É uma certeza quase matemática, que não tem como dar errado. Como registra Isaías 2:17:
“A arrogância do homem será abatida, e a sua altivez será humilhada”. 
Fico triste, realmente triste por causa dos arrogantes. Pois, em geral, foram bons cristãos no início, mas, com o passar do tempo, começaram de fato a acreditar que são mais do que os demais. Assim como o diabo era perfeito, mas deixou seu coração enganá-lo, o mesmo processo ocorre com todo arrogante. Seu fim, lamento crer, não será diferente. Se não for abatido nesta vida, será na próxima.

Entre os salvos de Deus não há arrogantes, há os mansos e humildes de coração. Se um arrogante é alcançado pela graça, ele deixa de ser arrogante. Vou repetir: se um arrogante é alcançado pela graça, ele obrigatoriamente deixa de ser arrogante. Seus olhos perdem a altivez. Suas palavras abandonam o egocentrismo. Sua alma despreza os títulos e adjetivos. Seus projetos de projeção pessoal são postos de lado. Seu conforto passa a importar menos do que a obra de Deus. Suas ações passam a devotar-se ao ferido, ao doente e ao sofredor. A arrogância morre e em seu lugar brota o amor. Pois onde há amor não pode haver arrogância.

O arrogante prioriza a si e, no máximo, seu círculo mais próximo de relacionamentos. O humilde prioriza o próximo como a si mesmo. Simples e bíblico.

Termino aqui, com uma explicação. Não dediquei tantas linhas aos arrogantes para acusá-los. Mas, primeiro, para compartilhar meu entendimento bíblico de que não existem cristãos arrogantes, é um conceito impossível à luz das Escrituras: se é de fato cristão não pode ser arrogante, se é arrogante não é cristão. Segundo, para que você veja se tem seguido ou mesmo sido alguém altivo e soberbo. E, por fim, para que oremos pelos arrogantes. Devemos amar os tais e pedir que o Senhor os cure dessa doença tão demoníaca. Oremos em especial para que venham a conhecer Cristo e tirem a si mesmos do altar. Não devemos desejar o mal dos arrogantes nem combater a arrogância com ataques, mas com oração e amor. Pois, se atacarmos os arrogantes com ferocidade e nossas próprias verdades, estaremos sendo tão arrogantes como eles.

Propor isso é muito arrogante de minha parte?

Paz a todos vocês que estão em Cristo,

Maurício Zágari (via Apenas)
"Às vezes um homem que foi colocado em posição de responsabilidade, como líder, concebe a ideia de que está numa posição de suprema autoridade, e que todos os seus irmãos, antes de fazerem qualquer movimento de avanço, devem primeiro dirigir-se a ele pedindo permissão para fazer aquilo que eles sentem que se deve fazer. Tal homem está numa posição perigosa. Perdeu de vista a obra do verdadeiro Líder do povo de Deus. Em vez de agir como sábio conselheiro, assume as prerrogativas de um governante exigente. Deus é desonrado em toda a exibição de autoridade e exaltação própria dessa natureza. Nenhum homem que está em sua própria força deve jamais ser mente e juízo para outro homem que Deus está usando em Sua obra. Ninguém deve estabelecer regras e regulamentos feitos pelo homem para governar arbitrariamente seus colaboradores que têm uma viva experiência na verdade." (Ellen G. White - Liderança Cristã, p. 44)

Novo filme da Igreja Adventista "Libertos" será lançado em 2018

O filme fará parte das estratégias missionárias durante o período de Semana Santa 2018
Neste último domingo, 16, iniciaram as gravações de um novo média-metragem produzido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, que será lançado em março do próximo ano, pouco antes da Semana Santa. A produção audiovisual, intitulada Libertos, tem locações na Floresta Amazônica, na região Norte do Brasil. Como aconteceu neste ano com o filme O Resgate: Salvação ao Extremo, o novo média-metragem fará parte das estratégias de promoção das ações missionárias da Igreja Adventista neste período em que muitos lembram do sacrifício de Cristo. O diretor geral do filme, Jefferson Nali, afirma que a nova produção será diferente da que foi destaque em 2017, apresentando uma outra linguagem, porém com o mesmo propósito de impactar vidas. Nali preferiu não adiantar detalhes do enredo, mas a história promete ser empolgante e levar a audiência à reflexão sobre a vida.

No sábado, 15, foi realizada a primeira reunião com todos os participantes da produção do filme. Na ocasião, o grupo pôde se conhecer e saber mais detalhes de como acontecerá todo o processo de gravações. Segundo a roteirista do filme, a jornalista Luciana Costa, para participar da produção, os atores profissionais tiveram de ler o livro História da Redenção e alguns capítulos do livro O Desejado de Todas as Nações. As obras, de autoria de Ellen White, apresentam importantes aspectos do plano redentor de Deus segundo a ótica bíblica, e fazem alusão ao ministério de Jesus Cristo em favor da humanidade.

“Os frutos do primeiro filme foram muito positivos, pois o filme impactou vidas de jovens e adultos, e a intenção foi passar a mensagem de alguém que deu a vida pela humanidade e de que não existe maior demonstração de amor. Então, agora, ao iniciarmos todo o processo de gravação do segundo, as expectativas são as melhores possíveis”, afirma Nali. O filme O Resgate: Salvação ao Extremo garantiu, somente no canal do YouTube oficial da Igreja Adventista, mais de 600 mil visualizações na versão em português. Confira no vídeo mais informações sobre a produção do média-metragem em uma entrevista exclusiva com o diretor do filme:



[Com informações de Notícias Adventistas]

terça-feira, 18 de julho de 2017

Sorte ou bênção?

Imagine alguém saindo de casa atrasado para fazer uma entrevista de emprego, depois de estar há mais de um ano desempregado. Por falta de energia durante a noite, o despertador não tocou e o candidato acabou perdendo a hora. Ao acordar desesperado, pensou: “Que azar! Tinha que acontecer isso logo hoje?” Apesar da correria para sair de casa, o ônibus chegou rápido. Enquanto ele se aproximava, veio o pensamento: “Que sorte encontrar esse ônibus exatamente agora!” Depois, já com o contrato de trabalho em mãos, encontrou um amigo que lhe perguntou como conseguiu o emprego. Ele respondeu sem hesitar: “Tive a sorte de ser o único candidato que cumpriu todos os requisitos da empresa!”

Apesar de não ser real, a cena é bastante comum. Já notou quantas vezes creditamos à sorte ou ao azar os fatos positivos ou negativos que nos acontecem? Você acredita que eles sejam realmente fruto do acaso? Aconteceram porque você estava no lugar exato e na hora certa? Ou deram errado porque não era o seu dia? Você acredita em coincidência ou providência, sorte ou bênção? As perguntas parecem óbvias para um cristão, mas precisam nos levar a refletir sobre o contraste entre o que realmente cremos, como nos expressamos e quanto isso acaba demonstrando ingratidão e desrespeito ao Senhor.

A Bíblia não incentiva a crença de que as coisas acontecem por acaso. O próprio Jesus foi claro ao mencionar que nada acontece sem o conhecimento do Pai, e Ele é tão preciso que “até os cabelos da cabeça estão contados” (Mt 10:30). Então, por que chamar de sorte as bênçãos de Deus e azar os desafios que Ele nos permite enfrentar? Se “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8:28), por que definir como azar o que acontece de negativo e sorte o que ocorre de positivo quando todas são ações divinas para moldar o caráter e proporcionar salvação?

Ellen White aprofundou essa visão, destacando que “frequentemente os homens oram e lamentam por causa das perplexidades e obstáculos que os confrontam. Mas é propósito de Deus que eles enfrentem perplexidades e obstáculos e, se mantiverem firme até o fim o princípio de sua confiança […] terão êxito ao lutar com perseverança contra dificuldades aparentemente insuperáveis, e com o êxito virá maior alegria” (Olhando Para o Alto, p. 119). Ela vai mais longe: “A aflição e adversidade podem causar tristeza, mas é a prosperidade que representa maior perigo para a vida espiritual” (Profetas e Reis, p. 24). O que parece perda pode se tornar ganho e o que parece ganho pode acabar em perda, porque, conforme disse Roosevelt Marsden, “nossa fé não está nas bênçãos de Deus, mas no Deus das bênçãos”.

Precisamos tirar o foco da sorte e colocá-lo na bênção. Assim, aprenderemos a depender do Senhor em cada passo e poderemos alcançar a mesma visão e confiança que teve H. G. Spafford, o qual, mesmo perdendo a casa em um incêndio e duas filhas em um naufrágio, compôs as palavras emocionantes do hino “Sou Feliz com Jesus” (HA, 230). Você certamente conhece suas palavras: “Se paz, a mais doce, me deres gozar / Se dor a mais forte sofrer / Oh, seja o que for, Tu me fazes saber / Que feliz com Jesus hei de estar.”

Viva cada dia na certeza de que, “quando as pessoas saem para trabalhar, quando se entregam à oração, quando se deitam à noite para dormir e quando se levantam pela manhã; quando o rico dá uma festa em sua mansão ou quando o pobre reúne seus filhos em volta de uma mesa escassa, em qualquer situação, o Pai celestial observa com ternura cada um dos seus filhos. Nenhuma lágrima é derramada sem que Deus saiba. Não há sorriso que Ele não perceba” (Caminho a Cristo, p. 86).

Deixe de lado a sorte e o azar e entregue sua vida nas mãos do Senhor, porque, “se você teme a Deus, não há necessidade de temer mais nada” (John Mason). Deus está acima do acaso!

Pr. Erton Köhler (via Revista Adventista)

As sete igrejas do Apocalipse e Jesus


“O que vês escreve em livro e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia” (Apocalipse 1:11).

Todo o conteúdo do Apocalipse se destinava às sete igrejas. O livro-carta foi dedicado às sete igrejas, tendo como remetentes o Pai, o Espírito e o Filho (1:4, 5). Na conclusão do livro, as “igrejas” voltam a ser mencionadas (22:16). Não se pode negar o fato de que a carta original do Apocalipse (ou suas cópias) tenham sido enviadas para essas igrejas.

Sete períodos
A linguagem e a referência às igrejas no início e no fim do livro, indicam fortemente que o conjunto das sete igrejas transcende ao daquelas congregações da Ásia Menor, ainda mais, considerando-se o número sete, que simboliza plenitude, completude, perfeição e universalidade. Assim: (1) se o Apocalipse trata da história cristã, iniciada com Jesus e que será encerrada por Ele e (2) se os sete Espíritos representam a ação universal do Espírito (Apocalipse 1:4; 3:1; 4:5; 5:6), então as sete igrejas representam a universalidade da igreja, tanto no espaço (mundo) como no tempo (até a eternidade).

As sete igrejas se encontram numa sequência geográfica, definida pela estrada romana que as ligava. Ou seja, há uma ordem, uma sequência lógica. Embora a referência ao transcurso da história não seja tão explícita, ela é notada claramente nas entrelinhas. Talvez, se tivesse sido explícita, não teria tido tanta importância para as igrejas daquela época. As palavras foram colocadas de tal maneira que faziam sentido para os cristãos daquela época, assim como fizeram nas eras subsequentes, até os nossos dias.

Ellen White foi contundente quanto à simbologia das sete igrejas, enfatizando que representam sete períodos da história eclesiástica.
“Os nomes das sete igrejas são símbolos da igreja em diferentes períodos da era cristã. O número sete indica plenitude e simboliza o fato de que as mensagens se estendem até o fim do tempo, enquanto os símbolos usados revelam o estado da igreja nos diversos períodos da história do mundo.” (Ato dos Apóstolos, p. 585)
Ligação com Cristo
As mensagens às sete igrejas revelam uma forte ligação entre Cristo e seu povo ao longo da história. Embora a seção das sete igrejas esteja no capítulo 2, a visão inicia em 1:9, com a visão do Cristo glorificado. Antes de o Apocalipse dar uma visão da igreja, ele proporciona uma visão de Cristo, porém junto à igreja. Antes de olhar para as imperfeições da igreja, precisamos olhar para a perfeição de Jesus. Antes de ver as lutas da igreja, precisamos nos demorar nos sofrimentos de Cristo. Antes de exaltar os aparentes méritos e riquezas da igreja, lembremos que eles não passam de pobreza e lixo perto da justiça de Cristo (Filipenses 3:4-8; Apocalipse 3:17). Assim, nossa fé é fortalecida e somos preparados para enfrentar as lutas espirituais com muito mais confiança.

As cartas às sete igrejas são compostas por seis partes: (1) Destinatário: “Ao anjo da igreja em _________ escreve”; (2) “Estas coisas diz…”; (3) palavras de elogio à igreja; (4) conselho; (5) chamado a ouvir “o que o Espírito diz às igrejas”; e (6) promessa ao vencedor.

Um dos aspectos mais marcantes das cartas é a forma personalizada como Jesus se apresenta para cada igreja. Para nenhuma igreja Ele se apresenta da mesma forma. Por exemplo, para a atribulada e ameaçada de morte Esmirna (2:9-11), Ele se apresenta previamente como aquele que esteve morto e tornou a viver (2:8). Se a igreja de Pérgamo tem em seu meio uma mistura de fiéis e libertinos, Jesus se apresenta com uma espada afiada que age tanto para separá-los como para punir os maus elementos (2:12, 14, 15). Torna-se evidente que a característica de Jesus na visão do capítulo 1 é uma resposta prévia a necessidades específicas da igreja em cada fase de sua história.

Nas sete cartas, Jesus manifesta um conhecimento profundo das igrejas e fala de modo muito prático. Para cinco das sete igrejas Ele diz: “Conheço as tuas obras”. Em outras palavras, aquilo que fazemos é uma expressão de nossa fé, e, sem obras, a fé está morta (Tiago 2:26). Contudo, Jesus reconhece nossas lutas, ao passo que nos leva a pensar no que precisamos melhorar. Sim, Ele repreende, mas faz isso porque ama, como afirma abertamente a Laodicéia (3:9).

Promessas ao vencedor
Em cada mensagem às igrejas, Jesus faz promessas ao vencedor. Vencer é um tema importante no Apocalipse (2:7, 11, 17, 26; 3:5, 12, 21; 5:5; 12:11, 15:2; 17:14; 21:7), o que revela a guerra espiritual em torno da vida cristã. Porém, Cristo nos estimula a vencer. Ao mesmo tempo em que há uma queda gradativa na fé e na fidelidade das igrejas, as promessas só aumentam em valor, mostrando que Deus deseja chamar nossa atenção, inspirar-nos em meio às lutas, assim como Jesus suportou todo sofrimento, pensando na vitória final em favor da humanidade.

Assim, a mensagem das sete igrejas serve para fazermos uma análise individual e como igreja:
Como vão as nossas obras? Existe diferença entre aquilo que falo e aquilo que sou? O que Deus espera de mim hoje? E o que Ele espera de nós como uma comunidade e um povo?
Essas perguntas ecoam desde o tempo das antigas sete igrejas até hoje. Precisamos estar abertos para as mudanças radicais a que elas nos chamam, se quisermos vencer. A boa notícia é que Jesus quer e, por isso, nos convida e nos capacita agora a mudar!

Diogo Cavalcanti (via Apocalipses)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Game of Thrones e o Grande Conflito

A sétima temporada da badalada série Game of Thrones chegou ao HBO neste domingo (16)

A expressão “guerra dos tronos” foi popularizada recentemente devido a uma violenta fantasia épica escrita por George R. R. Martin. A saga, pelo que se lê na imprensa, tem seduzido uma multidão de fãs ao apresentar o que a humanidade tem de pior. Os livros deram origem a uma das séries de TV mais caras da história, intitulada em inglês Game of Thrones

Imprópria para os cristãos, ela pode representar mais um passo para condicionar uma geração às estratégias do diabo no tempo do fim. GoT, como é conhecida, é uma trama épica sobre a disputa do Trono de Ferro dos Sete Reinos, localizado no continente fictício de Westeros. É de uma das personagens da série, Cersei Lannister, a frase de onde sai o título da série:
“Quando você joga o jogo dos tronos, ou você ganha, ou você morre.” 
Jesus e Satanás jogam, de certo modo, o jogo dos tronos. Satanás quis subir acima das estrelas do Céu (lembrando que as estrelas são uma figura para anjos na simbologia bíblica), colocar seu trono nas extremidades do norte e assim ser “semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14). 

Jesus, jogando o jogo dos tronos, “abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, Ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte — morte de cruz” (Filipenses 2:7 e 8). 

A lógica de Cersei Lannister parece funcionar até certo ponto na verdadeira batalha pelo trono que está acontecendo agora. Jesus de fato morreu. Mas Satanás não ganhou. Ao contrário, graças à atitude de Jesus, tão diferente da de seu oponente, “por isso Deus deu a Jesus a mais alta honra e pôs nele o nome que é o mais importante de todos os nomes, para que, em homenagem ao nome de Jesus, todas as criaturas no céu, na terra e no mundo dos mortos, caiam de joelhos” (Filipenses 2:9 e 10). 

Uau. E, se você considera que aí, do lado esquerdo de seu peito, há um trono, e que esses dois paradigmas (inflar-me até eu ser semelhante ao Altíssimo x esvaziar-me até ser um servo) estão disputando para assentar-se nele, saiba de uma coisa, amigo: quando se joga o jogo dos tronos, ou você escolhe o lado certo ou você morre. Não dá pra ficar em cima do muro. 
"Muitos há que não consideram esse conflito entre Cristo e Satanás como tendo relação especial com sua própria vida; pouco interesse tem para eles. Mas, essa luta repete-se nos domínios de cada coração." (Ellen G. White - O Desejado de Todas as Nações, p. 116)
No novo mundo pós-conflito, Deus será o centro de toda a criação outra vez, e todos se regozijarão ao redor de seu trono. Se o trono de justiça foi usado para vencer e julgar, agora o trono de graça será a fonte de eterna felicidade. A melhor notícia é que Deus está no trono e sempre estará. O trono não está vago. O Universo não é governado por um déspota, mas pelo Rei amoroso e justo. Na verdadeira guerra dos tronos, o lado bom vence.

Dieta do Éden - A busca pela alimentação perfeita

A busca pela dieta perfeita tem atraído muitos reformadores da saúde contemporâneos da mesma forma que a mitológica fonte da juventude atraiu milhares de pessoas ao longo dos séculos. Entre os diferentes grupos que buscam a dieta perfeita estão os que defendem a dieta edênica como padrão dietético para nossos dias, alegando que a dieta originalmente dada a Adão e Eva é válida para nosso tempo. Porém, uma análise dessa proposta não resiste ao escrutínio teológico nem ao científico. Ela mostra sérias inconsistências nessas duas áreas, como pontuaremos.

1. É impossível ter uma dieta perfeita neste mundo imperfeito, em que os seres humanos e toda a criação sofrem as consequências do pecado (Rm 8:22). Isso significa que, em menor ou maior quantidade, todos os alimentos possuem algum ingrediente tóxico. Fitatos, fitohemaglutinina, ácido fítico, tanino, cianetos, solaninas, oxalatos, urushiol e goitrogênicos são alguns elementos tóxicos presentes em muitos alimentos considerados saudáveis, entre eles castanha de caju, trigo, repolho, brócolis, tomate, maçã, cereja, amêndoa, feijões e espinafre, para citar alguns exemplos. Em resumo, eles são considerados alimentos bons, mas não perfeitos. Mesmo a germinação não consegue neutralizar as toxinas presentes em alguns alimentos. O segredo para reduzir os efeitos dessas toxinas a longo prazo é buscar uma alimentação variada com produtos da estação, dando ao organismo a oportunidade de metabolizá-los em tempos diferentes e evitando o acúmulo em um nível que possa ser prejudicial.

2. A dieta edênica também defende o crudivorismo, ou seja, consumir os alimentos crus. O problema é que muitas substâncias tóxicas perigosas neles presentes são neutralizadas pelo cozimento e, paradoxalmente, certos nutrientes, como o licopeno (existente no tomate), são potencializados quando cozidos. Portanto, comer alimentos crus com alimentos cozidos é uma escolha estratégica e equilibrada. Uma dieta crudívora por um período de tempo pode ter efeitos positivos na recuperação de enfermidades, mas como estilo de vida pode ter efeitos não desejáveis.

3. A dieta edênica original continha o fruto da árvore da vida, ao qual não temos acesso desde a entrada do pecado na Terra (Gn 3:22). Na realidade, um estudo dos primeiros livros da Bíblia nos revela que, para cada período, Deus indicou uma dieta especial: a edênica, a pós-edênica, a pós-diluviana e a israelita. O regime para o nosso tempo (do fim) é descrito por Ellen White como constituindo-se de “cereais, nozes, frutas e verduras”. E inclui alimentos que nascem debaixo da terra, como a batata.

4. Deus não exige nossa perfeição em termos de alimentação, mas sim que cada um busque os alimentos mais saudáveis dentro da sua realidade, aproveitando cada oportunidade que Ele nos deu para escolher o melhor disponível. Isso significa, por exemplo, que a população ribeirinha do Amazonas, que tem uma dieta à base de peixe e farinha e vive onde há carência de frutas, verduras e cereais integrais, deve ser orientada de maneira diferente das pessoas que moram em regiões onde existe variedade de alimentos. No contexto da selva, o conselho aos ribeirinhos é para que evitem os animais imundos (Lv 11), cuidem da higiene pessoal e ambiental e busquem alternativas mais saudáveis quando disponíveis.

5. Os componentes da dieta edênica foram preservados por Deus e voltaremos a usar esse regime na nova Terra. Lá tornaremos a comer do fruto da árvore da vida, e os animais desfrutarão da dieta originalmente dada a eles (Gn 1:30; Is 65:25). Porém, até lá, temos que fazer nosso melhor, sempre com responsabilidade e equilíbrio, nas condições imperfeitas em que vivemos.

Silmar Cristo (via Revista Adventista)
“O Jardim do Éden permaneceu na Terra por muito tempo depois que o homem fora expulso de seus agradáveis caminhos. Quando a onda de iniquidade se propagou pelo mundo, e a impiedade dos homens determinou a sua destruição por meio de um dilúvio de água, a mão que plantara o Éden o retirou da Terra. Mas, na restauração final de todas as coisas, quando houver ‘novo céu e nova Terra’, será restabelecido, mais gloriosamente adornado do que no princípio. Então, os que guardaram os mandamentos de Deus respirarão com um vigor imortal, por sob a árvore da vida; e, através de infindáveis séculos, os habitantes dos mundos que não pecaram contemplarão no jardim de delícias um modelo da obra perfeita da criação de Deus, sem qualquer sinal da maldição do pecado – modelo do que teria sido a Terra inteira se tão-somente houvesse o homem cumprido o plano glorioso do Criador.” (Ellen G. White - Patriarcas e Profetas, p. 62)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Nós vamos à igreja, ouvimos sermões… e como saímos de lá?

Semana após semana vamos à Igreja, ouvimos sermões… e como saímos de lá? É comum ouvir as pessoas orarem no início do culto pedindo a Deus “que saiamos daqui melhor do que chegamos”. Será que esse pedido se torna realidade?

Uma das formas que temos de encontrar resposta para essa pergunta é avaliando o teor de nossos pensamentos e conversas ao final do culto. Infelizmente, no pátio da Igreja, ao final do culto, ouvimos de tudo (futebol, moda, trabalho, política, etc.), mas pouco ouvimos de Jesus e de como a mensagem do dia transformou algo em nossas vidas. O mesmo acontece no caminho para casa, quando não raramente o que se fala acerca do culto está muito mais relacionado às pessoas que à mensagem.”Você viu a roupa do pregador?”, “Nossa, fulana cantou tão bem!”, “Fulano é sempre extremista”, e muitas outras falas são comuns a esse momento pós culto!

Infelizmente isso é reflexo de uma adoração deficiente e de rituais vazios. Pessoas entram e saem da Igreja e parecem não ter tido um encontro com Deus. Moisés se encontrava com Deus e o povo sequer podia olhar sua face, pois resplandecia. Nós vamos à igreja toda semana, mas nossos vizinhos não percebem diferença nenhuma em nós, as pessoas passam por nós na rua, e não fazem a menor ideia de que acabamos de sair da Casa de Deus. Isso me faz entender que há algo muito errado acontecendo!

Um episódio como esse aconteceu a cerca de 2000 anos atrás. Você conhece essa história, mas talvez nunca a tenha analisado por esse ângulo.
“E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe.” (Lucas 2:43)
Você já parou para pensar na razão pela qual José e Maria esqueceram-se de Jesus? Já parou para pesquisar por que Jesus não seguiu viagem com seus pais?

O Espírito de Profecia nos explica muito bem o que aconteceu:
“Ao ser-Lhe Sua missão revelada no templo, Jesus Se esquivou ao contato da multidão. Desejava voltar de Jerusalém quietamente, com os que sabiam o segredo de Sua existência. Mediante a cerimônia pascoal, Deus estava procurando desviar Seu povo dos cuidados terrenos que tinham, e fazê-lo lembrar a maravilhosa obra que fizera em sua libertação do Egito. Desejava que vissem nessa obra uma promessa de libertação do pecado. Como o sangue do cordeiro morto protegera os lares de Israel, assim lhes salvaria a alma o sangue de Cristo; mas eles só se podiam salvar por meio de Cristo, apoderando-se, pela fé, de Sua vida, como sendo deles mesmos. Só havia virtude no simbólico cerimonial, ao serem os adoradores por ele dirigidos a Cristo como seu Salvador pessoal. Deus desejava que fossem levados a estudar a missão de Cristo, e sobre ela meditar com oração. Ao partirem de Jerusalém, as multidões, no entanto, o despertar da viagem e a comunicação social absorviam frequentemente a atenção deles, e era esquecido o cerimonial que acabavam de testemunhar. O Salvador não foi atraído para a companhia deles.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 82)
Observe bem essa parte final: “Ao partirem de Jerusalém, as multidões, no entanto, o despertar da viagem e a comunicação social absorviam frequentemente a atenção deles, e era esquecido o cerimonial que acabavam de testemunhar.” As pessoas deveriam sair da Festa da Páscoa com o coração cheio de amor e gratidão por Aquele que haveria de morrer pelos seus pecados. Contudo, voltavam para seus lares alheios, sequer pensando em todo o simbolismo envolvido na festa.
“Se José e Maria houvessem firmado a mente em Deus, mediante meditação e oração, teriam avaliado a santidade do depósito que lhes era confiado, e não teriam perdido de vista a Jesus. Pela negligência de um dia perderam o Salvador; custou-lhes, porém, três dias de ansiosas buscas o tornar a encontrá-Lo. O mesmo quanto a nós; por conversas ociosas, por maledicência ou negligência da oração, podemos perder num dia a presença do Salvador, e talvez leve muitos dias de dolorosa busca o tornar a achá-Lo, e reconquistar a paz que perdemos.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 83)
Será que temos feito como José e Maria? Será que temos perdido Jesus de vista? Essa me parece ser a razão pela qual saímos dos cultos sem sermos transformados. Essa me parece ser a razão pela qual ouvimos sermão após sermão, e não atendemos verdadeiramente aos apelos de Deus!
“Em nossas relações uns com os outros, devemos estar atentos para não perder a Jesus, continuando o caminho sem nos advertir de que Ele não Se acha conosco. Quando nos absorvemos em coisas mundanas, de maneira que não temos um pensamento para Aquele em quem se concentra nossa esperança de vida eterna, separamo-nos de Jesus e dos anjos celestiais. Esses santos seres não podem permanecer onde a presença do Salvador não é desejada, e Sua ausência não é sentida. Eis porque tantas vezes se faz sentir o desânimo entre os professos seguidores de Cristo. Muitos assistem a cultos e são refrigerados e confortados pela Palavra de Deus; mas, devido à negligência da meditação, vigilância e orações, perdem a bênção, sentindo-se mais vazios do que antes de a receberem. Sentem frequentemente que Deus os tem tratado duramente. Não vêem que a falta está com eles mesmos. Separando-se de Jesus, afugentaram a luz da Sua presença.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 83)
Queridos! O meu sincero desejo é que nossa vida seja transformada pela contemplação de Cristo. Que possamos manter nosso olhar fixo em Jesus, pois é Ele quem nos transforma, é Ele quem dá sentido à adoração!

Karyne M. Lira Correia (via Mulher Adventista)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Por que o mundo está tão doente?

O ano é 2017 d.C. Século 21. Vivemos na era da modernidade, da globalização, dos avanços tecnológicos, da informática, do fácil acesso à informação. Sem dúvida, em alguns aspectos, a vida moderna é mais fácil do que antigamente. Mas também vivemos em tempos de guerra, violência, desigualdade social, divergência de opiniões, pluralidade, instabilidade econômica e social. No que diz respeito à saúde, vivemos em uma época marcada pelas contradições, e entramos no século 21 com uma geração de enfermos. 

Em nenhuma outra época da história da humanidade houve tantas pesquisas e progresso científico. Nunca houve um arsenal tecnológico tão grande a serviço da medicina. A indústria farmacêutica vive um momento de explosão na quantidade de medicamentos lançados no mercado, prometendo resultados terapêuticos cada vez melhores com menos efeitos adversos. A resultante desse cenário deveria ser uma população muito saudável, ativa e feliz. Por que motivo o quadro que contemplamos é exatamente o oposto?

Por todos os cantos do planeta, os profissionais de saúde se deparam diariamente com doenças cada vez mais prevalentes, precoces e graves. A obesidade atingiu níveis epidêmicos globais. Estudos indicam que uma entre cada seis pessoas terá algum tipo de câncer durante a vida. As doenças cardiovasculares, o diabetes e os transtornos mentais são cada vez mais comuns, afetando diretamente a longevidade e qualidade de vida da população, além de aumentar os custos para quem paga a conta. 

Por que o mundo está tão doente? Por que todas as famílias têm casos de dor e sofrimento para contar? Por que vemos jovens que deveriam estar no auge da vitalidade física e mental sofrendo de depressão? 

A maioria das doenças que enfrentamos atualmente tem um denominador comum: maus hábitos de vida. Não há nada misterioso na origem da maior parte das doenças da atual civilização. As mudanças no estilo de vida do ser humano através dos séculos tiveram forte impacto negativo sobre a saúde e longevidade da raça humana. E o mais assustador é que uma pesquisa sobre hábitos de vida realizada pela revista Veja no ano passado revelou que os brasileiros ignoram as causas das doenças que mais matam. 

Pouca quantidade de fibras (frutas, cereais integrais, verduras), excesso de alimentos refinados, gorduras e proteína animal, inatividade física, excesso de trabalho e estresse mental, aliados ao uso de substâncias tóxicas e estimulantes (álcool, cigarro, cafeína, etc.) têm levado a raça humana a uma gradual degeneração. Atualmente, dados estatísticos demonstram que só a metade da população mundial chega a 17 anos. Uma pessoa em cada 60 chega aos 60 anos, e uma pessoa em cada 600 chega aos 80 anos. 

Jesus nos diz: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância" (João 10:10). Se Deus quer nos dar vida em abundância, por que é que vivemos tão pouco e com tanto sofrimento? A resposta é simples: pelas nossas escolhas infelizes! E como ser feliz, sabendo que estamos vivendo uma vida descuidada, marcada pela autoagressão? 

Assim como o universo que nos rodeia é regido perfeitamente por leis, nosso corpo também tem leis naturais que o governam. Como uma máquina, o corpo humano deve ser usado segundo o manual de instruções dado por Deus, nosso Criador. Quando há desconsiderações para com o organismo, imediatamente ele reage procurando ajeitar as coisas. Ao vivermos em harmonia com as leis do nosso corpo, proporcionamos a ele condições adequadas de funcionamento de acordo com suas necessidades naturais, sobrevindo saúde, bem-estar, alegria e energia que nos põe em movimento! 

Devemos constantemente buscar informações sobre como viver mais e melhor, encarando os fatos com uma atitude mental positiva, procurando raciocinar da causa para o efeito. Devemos buscar de maneira sábia orientações de como efetuar tais mudanças de estilo de vida, que serão traduzidas em benefício próprio. Ao despertarmos para a importância do cuidado com a saúde física, mental e espiritual, poderemos desfrutar de toda a felicidade idealizada pelo nosso Deus Criador.

Texto de Dr. Luiz Fernando Sella
"Milhares que são afligidos pela doença poderiam recobrar a saúde se, em vez de confiar nas drogarias quanto a sua vida, abolissem todas as drogas, e vivessem com simplicidade... Existem muitos meios de praticar a arte de curar, mas só existe um meio que o Céu aprova. Os remédios de Deus são os simples agentes da Natureza que não sobrecarreguem nem debilitem o organismo por causa de suas propriedades enérgicas. O ar e a água puros, o asseio, o regime alimentar apropriado, a pureza de vida, e a firme confiança em Deus são remédios por cuja falta milhares estão a perecer; entretanto esses remédios estão caindo de moda porque seu emprego inteligente requer trabalho que o povo não aprecia. O ar puro, exercício, água pura e ambientes limpos e aprazíveis estão ao alcance de todos, com pequena despesa; mas as drogas são caras, tanto pelo desembolso de meios como pelos efeitos produzidos no organismo. [...] Nosso Salvador é o restaurador da imagem moral de Deus no homem. Ele supriu, no mundo natural, remédios para os males humanos, para que Seus seguidores tenham vida, e a tenham com abundância. O Senhor está disposto a fazer Sua luz brilhar em raios claros e distintos a todos os que estão fracos e debilitados." (Ellen G. White - Mensagens Escolhidas, vol. 2, pp. 286-291)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

10 dicas para reconhecer uma "falsiane" e conselhos da Bíblia

"Eu não ando na companhia de gente falsa e não vivo com hipócritas." (Salmos 26:4)

Quem não quer se manter longe das "falsianes"? Afinal, ninguém quer ficar perto de uma pessoa duas caras, fingida, dissimulada, mentirosa, enganadora e traidora. Para evitar que isso aconteça, vamos te dar algumas dicas para reconhecer essas "amigas da onça" e mantê-las bem afastadas. 

Ah, sim... tudo o que você irá ler neste post se aplica também aos "falsianos". 

1. Ela sempre quer tirar o seu brilho
Não importa se é o dia mais importante da sua vida, ela vai dar um jeito de aparecer mais que você.
"Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo." (Gálatas 6:3)
2. Ela já "furou" seu olho algumas vezes
Sabe aquele menino que você sempre esteve a fim e está toda apaixonadinha? Então, é esse mesmo que ela vai escolher para dar investidas. Se não der certo com um, ela tenta com outro. 
"A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói." (Provérbios 11:3)
3. Se faz de inocente para atacar depois
"Amiga, não entendi, me explica?" e "Você é tão fofa, não consigo ficar sem você" fazem parte do vocabulário de um falsiane. Ainda tem os mimos diários que recebe dela. Isso tudo até ela não precisar mais de você e começar a espalhar seus segredos por aí. 
"A testemunha sincera não engana, mas a falsa transborda em mentiras." (Provérbios 14:5)
4. Sempre conta seus micos e gafes na frente de todo mundo
"Lembra aquela vez que...?", "Você sabia que ela já fez...", e, aí, você já vai mudando de cor num misto de raiva por ela ter falado aquilo na frente de todo mundo e vergonha por seu segredo ter sido revelado. 
"Sempre que alguém vem visitar-me, fala com falsidade, enche o coração de calúnias e depois as espalha por onde vai... Tu, porém, Senhor, me ajudarás, porque faço o que é direito e me deixarás ficar para sempre na Tua presença." (Salmos 41:6, 12)
5. É superinteresseira
A falsiane é aquela pessoa que vai te fazer de escada para alguma conquista muito importante e, quando conseguir seu objetivo, vai te descartar como se vocês nunca tivessem sido amigas um dia. 
"Mantém longe de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário." (Provérbios 30:8)
6. É amiga de todos e sempre fica em cima do muro quando tem que te defender
A vida da falsiane é baseada em agradar e ser amada por todos. Nessa tentativa, ela vai acabar se entregando porque, fatidicamente, haverá uma briga e ela ficará em cima do muro, apoiando as partes individualmente. Com isso, ela acaba falando mal de todo mundo pelas costas. 
"O Senhor abomina a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos." (Provérbios 6:19)
7. Te chama de queridinha
"Queridinha", "lindinha" e "amorzinho" são as palavras mais ditas por uma falsiane. 
"Quem odeia disfarça as suas intenções com os lábios, mas no coração abriga a falsidade." (Provérbios 26:24)
8. É uma pessoa diferente em cada grupo de "amigos" que tem 
Uma falsiane nunca é ela mesma, ela sempre se adapta para agradar as pessoas. Por isso, ela possui uma cara para cada grupo de "amigos" que frequenta. 
"A testemunha que fala a verdade salva vidas, mas a testemunha falsa é enganosa." (Provérbios 14:25)
9. Te dá conselhos que, na verdade, a favorecem
"Isso, amiga, termina mesmo, ele só te faz sofrer", enquanto ela já está de olho no seu ex. "Está linda, amei sua sombra", mas, na verdade, parece que você levou um soco na cara. "Faz essa parte do trabalho, é bem tranquila" e acaba te dando a tarefa mais difícil de todas. 
"Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus." (Salmos 1:1)
10. Ri de qualquer coisa que você fala
Não importa se o que disse é a pior piada que ela já escutou na vida, ela vai soltar uma boa gargalhada, só para te agradar e fazer você se sentir bem perto dela.
"A risada dos tolos é como os estalos de espinhos no fogo - não quer dizer nada." (Eclesiastes 7:6)
Para finalizar, vejamos o que Ellen G. White nos diz sobre a falsidade:
"A intenção de enganar é o que constitui a falsidade. Por um relance de olhos, por um movimento da mão, uma expressão do rosto, pode-se dizer falsidade tão eficazmente como por palavras. Todo o exagero intencional, toda a sugestão ou insinuação calculada a transmitir uma impressão errônea ou desproporcionada, mesmo a declaração de fatos feita de tal maneira que iluda, é falsidade." (Patriarcas e Profetas, p. 309)
"Engano, falsidade e infidelidade podem ser dissimulados e ocultos dos olhos humanos, mas não dos olhos de Deus. Os anjos de Deus que observam o desenvolvimento do caráter e pesam o valor moral, registram no livro do Céu essas pequeninas transações reveladoras do caráter." (Testemunhos Seletos, vol. 1, p. 508)