sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Hoje não tem post

Hoje, o blog não traz nenhum post. Nenhuma reflexão. Nenhum insight. Nada inovador. Nada diferente. Nada que você já não tenha pensado antes. Quero te convidar ao básico. Onde você estiver – em casa, no trabalho, na rua, no ônibus, no trem… não importa – te convido a parar por alguns segundos. Minha proposta é que, no exato momento em que está lendo este texto, você:

1. Pense em alguém que está enfrentando depressão e ore em silêncio por ele.

2. Pense em alguém que está com alguma doença no corpo e ore em silêncio por ele.

3. Pense em alguém que te fez muito, mas muito mal, e ore em silêncio pedindo a Deus que o perdoe totalmente.

4. Pense em alguém que precisa de salvação e ore em silêncio por ele.

5. Pense em alguém que está passando por necessidades materiais e ore em silêncio por ele. Em seguida, veja como você pode, com ações práticas, ajudá-lo. E ajude o mais rápido possível.

6. Pense em alguém que está se sentindo solitário e ore em silêncio por ele. Pense em quando você poderia encontrá-lo e passar algumas horas juntos. E faça isso o mais rápido possível.

7. Pense em alguém que esteja cometendo algum pecado sem arrependimento, e que você saiba, e ore em silêncio por ele.

8. Pense em todas as coisas boas que Deus te deu e agradeça a Ele em silêncio por cada uma.

9. Pense em quem Deus é e diga-Lhe em oração silenciosa tudo o que Ele representa para você.

10. Pense em como você poderia amar mais ao próximo. Mas, em vez de orar por isso, ponha em prática o que você pensou.

Pronto. Por hoje basta. Se você cumprir os dez itens acima, já será um cristão bem mais conformado à imagem de Jesus do que antes.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,

Mauricio Zágari (via Apenas)

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Com será o reencontro de Adão com Jesus?

Diante da multidão de resgatados está a santa cidade. Jesus abre amplamente as portas de pérolas, e as nações que observaram a verdade, entram. Ali contemplam o Paraíso de Deus, o lar de Adão em sua inocência. [...] Ao serem os resgatados recebidos na cidade de Deus, ecoa nos ares um exultante clamor de adoração. Os dois Adões estão prestes a encontrar-se. O Filho de Deus Se acha em pé, com os braços estendidos para receber o pai de nossa raça — o ser que Ele criou e que pecou contra o seu Criador, e por cujo pecado os sinais da crucifixão aparecem no corpo do Salvador. Ao divisar Adão os sinais dos cruéis cravos, ele não cai ao peito de seu Senhor, mas lança-se em humilhação a Seus pés, exclamando: “Digno, digno é o Cordeiro que foi morto!” Com ternura o Salvador o levanta, convidando-o a contemplar de novo o lar edênico do qual, havia tanto, fora exilado.

Depois de sua expulsão do Éden, a vida de Adão na Terra foi cheia de tristeza. Cada folha a murchar, cada vítima do sacrifício, cada mancha na bela face da Natureza, cada mácula na pureza do homem, era uma nova lembrança de seu pecado. Terrível foi a aflição do remorso, ao contemplar a iniquidade que abundava, e, em resposta às suas advertências, deparar com a exprobração que lhe faziam como causa do pecado. Com paciente humildade, suportou durante quase mil anos a pena da transgressão. Sinceramente se arrependeu de seu pecado, confiando nos méritos do Salvador prometido, e morreu na esperança de uma ressurreição. O Filho de Deus redimiu a falta e a queda do homem; e agora, pela obra da expiação, Adão é reintegrado em seu primeiro domínio.

Em arrebatamento de alegria, contempla as árvores que já foram o seu deleite — as mesmas árvores cujo fruto ele próprio colhera nos dias de sua inocência e alegria. Vê as videiras que sua própria mão tratara, as mesmas flores que com tanto prazer cuidara. Seu espírito apreende a realidade daquela cena; ele compreende que isso é na verdade o Éden restaurado, mais lindo agora do que quando fora dele banido. O Salvador o leva à árvore da vida, apanha o fruto glorioso e manda-o comer. Olha em redor de si e contempla uma multidão de sua família resgatada, no Paraíso de Deus. Lança então sua brilhante coroa aos pés de Jesus e, caindo a Seu peito, abraça o Redentor. Dedilha a harpa de ouro, e pelas abóbadas do céu ecoa o cântico triunfante: “Digno, digno, digno, é o Cordeiro que foi morto, e reviveu!” A família de Adão associa-se ao cântico e lança as suas coroas aos pés do Salvador, inclinando-se perante Ele em adoração. 

Esta reunião é testemunhada pelos anjos que choraram quando da queda de Adão e rejubilaram ao ascender Jesus ao Céu, depois de ressurgido, tendo aberto a sepultura a todos os que cressem em Seu nome. Contemplam agora a obra da redenção completa e unem as vozes no cântico de louvor.

Ellen G. White - O Grande Conflito, pp. 646-648

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Ellen G. White e o julgamento da mulher adúltera

Revigorado espiritualmente após Seu retiro no Monte das Oliveiras, Jesus voltou ao templo. Reunindo-se-Lhe o povo em volta, sentou-Se e pôs-Se a ensiná-los. Foi em breve interrompido. Aproximou-se dEle um grupo de fariseus e escribas, arrastando consigo uma aterrorizada mulher, a qual, com duras e veementes vozes, acusavam de ter violado o sétimo mandamento. Havendo-a empurrado para a presença de Jesus, disseram-Lhe com hipócrita manifestação de respeito: "Na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu pois que dizes?" (João 8:5).

Sua fingida reverência ocultava um laço fundamente armado para Sua ruína. Lançaram mão dessa oportunidade para garantir-Lhe a condenação, julgando que, fosse qual fosse a decisão que Ele desse, haviam de achar ocasião de acusá-Lo. Se absolvesse a mulher, seria acusado de desprezar a lei de Moisés. Declarasse-a Ele digna de morte, e seria denunciado aos romanos como assumindo autoridade que só a eles pertencia.

Jesus contemplou um momento a cena - a trêmula vítima em sua vergonha, os mal-encarados dignitários, destituídos da própria simpatia humana. Seu espírito de imaculada pureza recuou do espetáculo. Bem sabia para que fim fora levado esse caso. Lia o coração, e conhecia o caráter e a história da vida de cada um dos que se achavam em Sua presença. Esses pretensos guardas da justiça haviam, eles próprios, induzido a vítima ao pecado, a fim de prepararem uma armadilha para Jesus. Sem dar nenhum indício de lhes haver escutado a pergunta, inclinou-Se e, fixando no chão o olhar, começou a escrever na terra.

Impacientes ante Sua demora e aparente indiferença, os acusadores aproximaram-se, insistindo em Lhe atrair a atenção sobre o assunto. Ao seguirem, porém, com a vista, o olhar de Jesus, fixaram-na na areia aos Seus pés, e transmudou-se-lhes o semblante. Ali, traçados perante eles, achavam-se os criminosos segredos de sua própria vida. O povo, olhando, reparou na súbita mudança de expressão e adiantou-se, para descobrir o que estavam eles olhando com tal espanto e vergonha.

Com toda a sua professada reverência pela lei, esses rabis, ao trazerem a acusação contra a mulher, estavam desatendendo às exigências da mesma. Era dever do marido mover ação contra ela, e as partes culpadas deviam ser igualmente punidas. A ação dos acusadores era de todo carecida de autorização. Entretanto, Jesus os rebateu com as próprias armas deles. A lei especificava que, nas mortes por apedrejamento, as testemunhas do caso fossem as primeiras a lançar a pedra. Erguendo-Se, então, e fixando os olhos nos anciãos autores da trama, disse Jesus: "Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela." (João 8:7). E, inclinando-Se, continuou a escrever no chão.

Não pusera de lado a lei dada por Moisés, nem fora de encontro à autoridade de Roma. Os acusadores haviam sido derrotados. Então, rotas as vestes da pretendida santidade, ficaram, culpados e condenados, em presença da infinita pureza. Tremeram de que as ocultas iniquidades de sua vida fossem expostas à multidão; e um a um, cabisbaixos e confusos, foram-se afastando silenciosos, deixando a vítima com o compassivo Salvador.

Jesus Se ergueu e, olhando para a mulher, disse: "Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem Eu também te condeno: Vai-te, e não peques mais." (João 8:10 e 11). A mulher estivera toda curvada, possuída de temor diante de Jesus. Suas palavras: "Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela", haviam-lhe soado qual sentença de morte. Não ousava levantar os olhos para o rosto do Salvador, mas aguardava em silêncio a condenação. Atônita, viu os acusadores partirem mudos e confundidos; então, chegaram-lhe aos ouvidos as palavras de esperança: "Nem Eu também te condeno; vai-te, e não peques mais." (João 8:11). Comoveu-se-lhe o coração, e ela se atirou aos pés de Jesus, soluçando em seu reconhecido amor e confessando com amargo pranto os seus pecados.

Isto foi para ela o início de uma nova vida, vida de pureza e paz, devotada ao serviço de Deus. No reerguimento dessa alma caída, operou Jesus um milagre maior do que na cura da mais grave enfermidade física; curou a moléstia espiritual que traz a morte eterna. Essa arrependida mulher tornou-se um de Seus mais firmes seguidores. Com abnegado amor e devoção, retribuiu-Lhe a perdoadora misericórdia.

Em Seu ato de perdoar a essa mulher e animá-la a viver vida melhor, resplandece na beleza da perfeita Justiça o caráter de Jesus. Conquanto não use de paliativos com o pecado, nem diminua o sentimento da culpa, procura não condenar, mas salvar. O mundo não tinha senão desprezo e zombaria para essa transviada mulher; mas Jesus profere palavras de conforto e esperança. O Inocente Se compadece da fraqueza da pecadora, e estende-lhe a mão pronta a ajudar. Ao passo que os fariseus hipócritas denunciam, Jesus lhe recomenda: "Vai-te, e não peques mais." (João 8:11).

Não é seguidor de Cristo aquele que, desviando os olhos, se afasta do transviado, deixando-o sem advertência prosseguir em sua degradante carreira. Os que são mais prontos a acusar a outros, e zelosos em os levar à justiça, são frequentemente em sua própria vida mais culpados que eles. Os homens aborrecem o pecador, ao passo que amam o pecado. Cristo aborrece o pecado, mas ama o pecador. Será esse o espírito de todos quantos O seguem. O amor cristão é tardio em censurar, pronto a perceber o arrependimento, pronto a perdoar, a animar, a pôr o transviado na vereda da santidade e a nela firmar-lhe os pés.

[Ellen G. White - O Desejado de Todas as Nações, pp. 460-462]

As 7 doenças que estão matando nossa humanidade

Nem toda superstição é religiosa, e uma das superstições mais perigosas de nosso tempo nada tem de mística. Ela consiste na crença de que o desenvolvimento da sociedade sempre é algo positivo, e que na busca pelo progresso deixamos para trás apenas o que é obsoleto.

Sete das mentes mais criativas dos últimos tempos atacaram essa superstição. É verdade, a tecnologia e a evolução dos costumes podem transformar nossas vidas aqui na Terra em um paraíso. Mas é possível que nesse processo deixemos para trás algumas das condições necessárias para uma vida plena, feliz e amorosa – uma vida com sabedoria, em outras palavras. Se desejamos rumar até o paraíso, precisamos saber distingui-lo do inferno. Para sete pensadores, nossa sociedade está enferma, e eles diagnosticaram as sete doenças que a acometem.

1- A ESPETACULARIZAÇÃO DE NOSSAS VIDAS
Em 1967, o filósofo francês Guy Debord escreveu A Sociedade do Espetáculo, em que propõe que no mundo moderno somos induzidos a preferir a imagem e a representação da realidade à própria realidade concreta. Para Debord, as imagens, apenas sombras do que existe, contaminaram nossa experiência cotidiana, levando-nos a renunciar à vivência da realidade tal como ela é. 

Toda a vida em sociedade virou um acúmulo de espetáculos individuais e coletivos, tudo é vivido apenas enquanto representação perante os outros. Compartilhar status, instagrams, tweets: os palcos e as plateias mudaram, a encenação ficou cotidiana. Há, assim, um gradual empobrecimento das relações humanas. Isoladas, as pessoas tornam-se intimamente mais inseguras, e portanto mais fragilizadas. Essa fragilização torna os indivíduos mais influenciáveis e facilmente manobráveis. [...]

2- A MENTIRA ENQUANTO NARRATIVA
O filósofo e neurocientista norte americano Sam Harris escreveu em 2013 o livro Lying (Mentindo), na verdade um ensaio em que ele demonstra que a mentira é o pecado que pavimenta todos os demais pecados da modernidade.

Dizer tudo é relativo é um slogan ultrapassado. Agora, tudo é narrativa, e passamos a acreditar que não há nenhum fato que não possa ser redefinido como uma forma de narrativa do protagonista. Após séculos identificando Deus como A Verdade e o diabo como O Pai da Mentira, a sociedade atual encara o conceito de “verdade” com ironia e ceticismo. O relativismo moral é uma mentira cuidadosamente elaborada para que ela própria pareça uma verdade. [...]

3- O PROTAGONISMO
O produtor britânico Adam Curtis idealizou o documentário The Century of the Self (O Século do Eu). Nessa obra imperdível (disponível aqui), ele demonstra como a publicidade utilizou as teorias psicológicas sobre o funcionamento da mente humana para tentar manipular o desejo do público e induzir todos ao consumo. 

As redes sociais como Facebook, Instagram, Twitter e Tumblr só querem uma única coisa de nós: que as utilizemos cada vez mais, que as tornemos uma parte indispensável de nossa vida. E o que fazem para isso é criar espaços em que podemos construir nossa imagem pessoal perante os outros de forma que pareçamos protagonistas de uma narrativa interessante. O protagonismo estimulado pela nossa sociedade torna, subjetivamente, todas as outras pessoas meros coadjuvantes de nossa história pessoal. [...]

4- AS RELAÇÕES LÍQUIDAS
Muito já se falou da teoria do sociólogo polonês Zygmunt Bauman sobre a sociedade líquida. Por “líquida” entende-se uma sociedade em que não há papeis sociais rígidos nem certezas sólidas. Tudo, portanto, é fluído e não somos obrigados a assumir um compromisso duradouro com qualquer papel social ou pessoa.

Que emprego escolher, com quem nos casar, que estilo de vida adotar: não há qualquer orientação sobre o que é certo e errado diante de duas escolhas, e tudo o que nos é dito é que temos total liberdade para decidir. O problema é que cada escolha por um caminho implica na renúncia de outro, e disso irremediavelmente surgem dúvidas e a sombra do arrependimento. [...] O resultado são indivíduos acometidos de ansiedade constante, inseguros, fragilizados. E pessoas fragilizadas são mais facilmente influenciáveis. [...]

5- A FALTA DE TEMPO
Em Mal-estar na atualidade, o psicanalista brasileiro Joel Birman alerta que a racionalização das práticas sociais usurpou dos indivíduos o controle do seu tempo. A forma como utilizamos nosso tempo pessoal está cada vez mais sendo pré-determinada pelas demandas sociais, impondo que vivamos em um frenesi ininterrupto. Hoje em dia, estamos sempre super atarefados. 

A sociedade nos seduz com o sonho de sermos protagonistas de nosso espetáculo privado, mas o caminho para esse sonho está ladrilhado com tarefas, microtarefas e toda espécie de atividade que exige nossa constante atenção. Isso consome praticamente todo o nosso tempo desperto. [...]

6- O HIPERCONSUMISMO
O filósofo francês Gilles Lipovetsky cunhou o termo hiperconsumo. Seríamos, neste momento da história, não meros consumidores, mas hiperconsumidores. Em uma estrutura na qual o crescimento econômico depende do consumo crescente da população, estamos todos inseridos numa dinâmica social baseada na compra contínua. Se pararmos de consumir febrilmente, há o colapso da economia. 

Não há nada de essencialmente errado com o consumo. O mercado de consumo tem sim seus espaços legítimos de atuação. Porém, a partir de 1970, segundo Lipovestky, ingressamos na fase do hiperconsumo. Trata-se de uma fase essencialmente subjetiva, pois os indivíduos desejam adquirir objetos não pela sua utilidade ou necessidade, mas para aliviarem sua ansiedade de aceitação e integração na coletividade. [...]

7- A IRONIA
“Não se engane, a ironia nos tiraniza”, vaticinou o escritor americano David Foster-Wallace em seu ensaio E Unibus Pluram. E seu alerta precisa ser levado a sério. 

Ironia consiste essencialmente em querer dizer coisa distinta daquela que está sendo expressamente dita, causando o efeito de humor. Portanto, a ironia flerta com a mentira e, ao lado do conceito de narrativa, é outra forma eficaz de deteriorar socialmente o valor da verdade em nossa sociedade. Mas a ironia é ainda mais nociva, pois não para seu trabalho corrosivo por aí – a ironia mina a própria capacidade do indivíduo vivenciar e expressar socialmente sentimentos verdadeiros e significativos. [...]

Escrito por Victor Lisboa (leia na íntegra em Ano Zero)

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Quem você quer ser?

Faltando pouco para completar 6 anos, minha filha entrou numa fase interessante da infância: a de se identificar com outras pessoas e desejar imitá-las. Agora, quase diariamente, quando ela vê um documentário, assiste a uma ópera, vê um desenho animado ou lê um livro, vira-se para mim e pergunta, para que eu escolha dentre os personagens: “Papai, quem você quer ser?”. E eu tenho de escolher algum personagem com que me identifico: ou o palhaço, porque é engraçado; ou o heroizinho, porque tem cabelos castanhos; ou o suricato, porque anda de um jeito esquisito como eu ando. Em seguida, ela também aponta “quem ela é”, seja a princezinha, seja o golfinho, seja a colombina. É interessante ver essa necessidade de se enxergar em alguém que tenha qualidades com quem a bebê procura se identificar. Sem que ela perceba, minha filhinha vive o que todos nós, adultos, deveríamos viver.

Sempre nos espelhamos em alguém que admiramos. Freud baseou toda sua psicologia nesse fato, discorrendo a respeito da influência de nossos pais no desenvolvimento do indivíduo. Todos precisamos de modelos e, até mesmo inconscientemente, elegemos aqueles que desejamos “ser”. É por isso que os meninos se vestem como Batman ou Homem de Ferro e as meninas querem ganhar a roupa da Elsa, do “Frozen”. É trazendo para nosso ser as características daqueles que escolhemos como modelos que vamos formando nosso senso de identidade. E isso, acredite, é bíblico.

“Sejam meus imitadores, como eu sou imitador de Cristo” (1Co 11:1, NVT), escreveu Paulo, mostrando que devemos imitar Jesus. O mesmo Paulo também nos orientou acerca de um dos grandes objetivos da vida: “Pois Deus conheceu de antemão os seus e os predestinou para se tornarem semelhantes à imagem de seu Filho, a fim de que ele fosse o primeiro entre muitos irmãos” (Rm 8:29, NVT). Sim, Deus quer que sejamos semelhantes a seu Filho. Em outras palavras, o Senhor vira-se para nós e pergunta: “Quem você quer ser?”, desejando que olhemos para todas as pessoas que já pisaram na terra e, dentre todos esses bilhões de indivíduos, apontemos para Jesus e respondamos: “Ele!”.

Isso significa que Jesus deve ser nosso referencial em tudo o que fazemos. Se somos tentados, precisamos querer imitar o Cristo que “Uma vez que Ele próprio passou por sofrimento e tentação, é capaz de ajudar aqueles que são tentados” (Hb 2:18, NVT). Se olhamos para o mundo afundado em pecado, precisamos fazer como o Cristo que “Quando viu as multidões, teve compaixão delas, pois estavam confusas e desamparadas, como ovelhas sem pastor” (Mt 9:36, NVT). Se deparamos com os doentes, aflitos e necessitados, é necessário amá-los como os amou o Cristo que “viu a grande multidão, teve compaixão dela” (Mt 14:14, NVT). Em tudo o que fazemos, precisamos imitar o exemplo de Cristo.

Quando lavou os pés de seus discípulos, Jesus deu a instrução máxima a ser seguida. É como se Ele tivesse perguntado “quem você quer ser?”. E Ele mesmo respondeu: “Eu lhes dei um exemplo a ser seguido. Façam como eu fiz a vocês” (Jo 13:15). É disso que precisamos: fazer como Ele fez. Servir como Ele serviu. Ser manso e humilde de coração, como Ele foi. Glorificar o Pai, como Ele glorificou. Amar o próximo como a si mesmo, como Ele amou. Viver como Ele viveu.

A regra de tomar Cristo como o modelo de tudo deve valer para tudo. Respeitando os limites pelo fato de Ele ser Deus e nós não, é importante copiá-Lo descaradamente. Esse tipo de pirataria não O incomoda; pelo contrário, Deus a incentiva. Se você precisa tomar decisões e não sabe o que decidir, procure pensar: o que Jesus faria nessa situação? E, ao obter sua resposta, pense: “eu quero ser como Ele é”. E, assim, faça o que Cristo faria. Essa é uma dinâmica que, se posta em prática, vai conduzi-lo muito mais perto da vontade do Senhor.

E então, quem você quer ser? E, se quer, já é? Se ainda não é, o que está esperando para começar a ser?

Paz a todos vocês que estão em Cristo,

Maurício Zágari (via Apenas)

Escravidão atinge 40 milhões de pessoas - O que diz a Bíblia?

Um total de 40 milhões de pessoas no mundo ainda são vítimas da escravidão, enquanto outras 152 milhões de crianças são obrigadas a trabalhar. Dados divulgados nesta terça-feira pela ONU e pela Organização Internacional do Trabalho revelam que a escravidão moderna é ainda uma realidade.

O levantamento aponta que mulheres e meninas são desproporcionalmente afetadas. Elas representam 71% das pessoas em situação de escravidão, quase 29 milhões. Dezesseis milhões de pessoas trabalham em condições de escravidão como domésticas, na construção civil ou na agricultura. Na indústria do sexo, são 5 milhões de vítimas pelo mundo. Outras 4 milhões de pessoas são obrigadas a trabalhar pelas próprias autoridades. 

No caso das Américas, quase 2 milhões de pessoas ainda seriam vítimas da escravidão moderna. São 24 milhões na Ásia e 9 milhões na África. O que também chama a atenção das autoridades é que uma a cada quatro vítimas da escravidão é menor de idade, cerca de 10 milhões de crianças. Destas, 5,7 milhões ainda são obrigadas a se casar. No que se refere ao trabalho infantil, o principal empregador é a agricultura, onde estão 70% dos menores. No setor de serviços, estão 17% das vítimas. 

O epicentro do problema do trabalho infantil continua sendo a África, com 72,1 milhões de pessoas. Na Ásia, são 62 milhões, contra 10,7 milhões nas Américas. (Com informações de ISTOÉ

A Bíblia e a escravidão
É uma acusação comum contra os cristãos: "A Bíblia defende a escravidão!" Não. A Bíblia regulamenta e humaniza temporariamente a escravidão, uma prática que nunca esteve nos planos de Deus.

As leis divinas para Israel estabeleciam regras inovadoras para a relação senhor e servos. A servidão, conforme regulamentada no Antigo Testamento, em nada se parecia com a escravidão que permeia nossa mente: navios negreiros, senzalas, açoites, estupros. Vejamos um breve resumo da legislação bíblica sobre a escravidão:

Escravidão foi a primeira lei que Deus deu aos israelitas quando eles saíram do Egito (cf. Êx 21:1-11). Na lei mosaica, sequestrar alguém para ser vendido como escravo era um crime punido com pena capital (Êx 21:16). Um escravo hebreu deveria trabalhar apenas seis anos para pagar sua dívida, sendo libertado no sétimo ano, sem pagar nada (Êx 21:2). Além disso, ele deveria receber de seu proprietário alguns animais e alimentos para recomeçar a vida (Dt 15:13, 14). Durante seu período de serviço, o(a) escravo(a) teria um dia de folga semanal, o sábado (Êx 20:10). É interessante notar que na versão dos 10 mandamentos de Deuteronômio 5, é nos dito que o sábado foi dado para que o servo e a serva “descansem como tu”, no caso, o patrão.

Biblicamente, os servos tinham direitos e deveres. E ao lermos a Bíblia inteira, percebemos um movimento social em direção à igualdade e liberdade. E se a Palavra de Deus fosse levada à sério desde o início, a escravidão não teria durado tanto tempo. O Senhor estabeleceu o Ano do Jubileu, a cada 50 anos, terras seriam restituídas, todos os escravos seriam libertos, devedores seriam perdoados, e a igualdade seria celebrada ao lado da liberdade: 
"Declarareis santo o quinquagésimo ano e proclamareis a libertação de todos os moradores da terra. Será para vós um jubileu: cada um de vós retornará a seu patrimônio, e cada um de vós voltará a seu clã." (Levítico 26:10) 
Alguém pode questionar o motivo pelo qual Deus não aboliu a escravidão entre os israelitas. Lembre-se de que eles estavam inseridos numa cultura impregnada dessa prática. Mesmo que Deus a abolisse, isso não mudaria a forma como eles pensavam. Portanto, criticar a Bíblia afirmando que ela defende a prática da escravidão é desconhecer quase por completo o ambiente histórico no qual ela foi produzida.

O Novo Testamento fecha a questão deixando bem claro que no cristianismo:
"Não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus." (Gálatas 3:28)
Deus estabeleceu liberdade e igualdade. O homem é que não consegue implementar isso. Até hoje.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

10 motivos para uma pessoa nunca mais voltar a uma igreja

Pesquisa revela os dez motivos principais pelos quais as pessoas que visitam uma igreja pela primeira vez nunca mais voltam. Ela foi realizada pelo pastor americano Thom S. Rainer. 

No Twitter, ele pediu para os que visitaram uma igreja pela primeira vez contassem se voltariam ou por que não voltariam mais. Embora não seja uma pesquisa científica, ela revela algo que você precisa pensar. Aqui estão, em maiúsculo, as dez respostas mais recebidas em ordem de frequência com comentários do pastor Rainer abaixo.

1. TER QUE FICAR EM PÉ (exposição) E SAUDAR (momentos de confraternização) UNS AOS OUTROS NA HORA DO CULTO OU DE ALGUM DOS SERVIÇOS DO CULTO
Fiquei surpreso pela grande quantidade de visitantes que se sentem desconfortáveis durante esse momento. Foi assustador o número de pessoas que disseram que se sentiam expostos e não voltariam mais por isso.

2. MEMBROS DA IGREJA NÃO AMIGAVÉIS
Esta resposta eu já esperava. Mas a surpresa foi o número de visitantes que incluíram os membros não genuinamente amigáveis, isto é, membros com atitudes artificiais. Os visitantes perceberam que alguns membros da igreja apenas fingiram ser amigáveis e simpáticos.

3. FALTA DE SEGURANÇA NA ÁREA INFANTIL
Esta resposta gerou as maiores reações emocionais. Se a sua igreja não dá a mais alta prioridade às crianças, não espere que famílias jovens queiram frequentá-la.

4. FALTA DE UM LUGAR ESPECÍFICO PARA PEDIR INFORMAÇÕES
Se a sua igreja não tem um lugar claro e óbvio para se pedir informações, você provavelmente terá reduzida ao meio a chance de sua visita voltar. Deve haver um “Centro de Informações” e também uma pessoa para cumprimentar e dar assistência aos visitantes.

5. SITE DA IGREJA RUIM
A maioria dos visitantes vão ao site da igreja antes de comparecerem ao culto. Mesmo depois de irem à igreja, alguns vão visitar o site à procura de informações complementares. As impressões destes visitantes sobre a igreja podem ser prejudicadas pela influência de um site ruim, com informações não atualizadas ou confusas. Os dois itens indispensáveis para os visitantes que querem informações no site são: endereço e horários dos serviços. Isto é o básico.

6. SINALIZAÇÃO POBRE
Se você tem frequentado uma igreja por algumas poucas semanas, esqueça tudo sobre a sinalização. Você não precisa mais disso. Mas os visitantes precisam. E eles ficam frustrados quando as sinalizações não estão lá.

7. LINGUAGEM INTERNA DA IGREJA (Linguagem Denominacional)
A maioria dos que responderam as perguntas não se referiram à linguagem teológica, mas à linguagem que apenas os membros conhecem.

8. CULTO ENTEDIANTE OU EXCESSIVAMENTE FORMAL
Minha surpresa não foi a presença deste item. Mas ver quantas pessoas se incomodam com isso.

9. MEMBROS QUE MOSTRAM DESCONFORTO PORQUE O VISITANTE SENTOU EM “SEU” LUGAR (suposto lugar do membro)
“Com licença, esse é o meu lugar”. Sim, isto ainda existe em muitas igrejas.

10. DEPENDÊNCIA OU MOBILIÁRIO DA IGREJA APRESENTANDO SUJEIRA OU DESORDEM
Veja alguns dos comentários: “Pareceu que não havia sido limpo há semanas”. “Não havia uma lata de lixo!”. “Os banheiros eram piores que banheiros de parada de caminhões”. “Os bancos tinham mais manchas do que bancos de estabelecimento comercial”.

Em quais aspectos sua igreja precisa melhorar?

Deus quer fazer um acordo de delação premiada com você

As investigações chegam cada vez mais perto dos poderosos, ameaçando-os. Praticamente toda nova edição do noticiário traz como manchete a prisão de mais um político ou empresário, incriminado pela prática de corrupção. Carreiras públicas consolidadas naufragam da noite para o dia. O comando de empresas bilionárias é afetado quando o dono deixa a sala da diretoria e vai para a cela do presídio. No entanto, uma possibilidade legal permite ao condenado abreviar os longos anos de prisão: um acordo de delação premiada.

Juridicamente conhecida também como “colaboração premiada”, a prática consiste em conceder benefícios de redução da pena em até dois terços, ou, conforme o tipo de crime, até mesmo o perdão judicial ou a substituição da pena por uma redução de direitos. Isso desde que o réu aceite colaborar com a justiça em uma investigação ou processo, contando o que sabe sobre a organização criminosa a que pertenceu, denunciando outros criminosos, fornecendo provas contra os crimes de que tem conhecimento ou recuperando valores subtraídos. A implantação sistemática desse recurso legal tem permitido desvendar os maiores esquemas de corrupção e amenizar o sentimento de impunidade comum até recentemente.

No entanto, a maioria dos jornais não divulga que uma operação de combate à corrupção muito mais ampla (na verdade, a maior da história) está ocorrendo agora. Ela se encontra numa das fases finais, que é a chamada “fase do juízo investigativo”. A operação está passando um pente-fino em todos os casos imagináveis de corrupção, incluindo a negligência em prestar socorro a alguém necessitado (Mt 25:31-44) e o ato de pronunciar uma palavra inapropriada (Mt 12:33-37). Além disso, está incriminando os casos de “prostituição, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçarias, inimizades, rixas, ciúmes, iras, discórdias, divisões, facções, invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes a estas” (Gl 5:19-21). Serão levados a juízo e haverá condenação “aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos imorais, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos” (Ap 21:8). Também não ficarão impunes “nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem afeminados, nem homossexuais, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores” (1Co 6:9, 10).

A operação vem investigando e tratando com rigor a mais leve insinuação de imoralidade. Casos de ira estão sendo classificados na mesma categoria de homicídio (Mt 5:21, 22). O olhar indecente já é tratado como assédio (Mt 5:27, 28). São considerados ilegais a maioria dos casos de divórcio e novo casamento (Mt 5:31, 32; 19:1-9; Mc 10:1-12; Lc 16:18). A veracidade dos réus é investigada, e a mentira será punida de idêntica maneira que a quebra de juramentos (Mt 5:33-37). Atos vingativos e mesmo o sentimento de vingança somam-se aos crimes investigados (Mt 5:38, 39). Dívidas e a falta de amor são consideradas defraudação (Rm 13:8). Todo caso de inadimplência está sendo tratado como roubo, tanto a sonegação de impostos (Rm 13:7) quanto a falta de contribuição para organizações religiosas (Ml 3:8-10) e para a caridade (Mt 5:42).

Toda essa magistral operação está sendo conduzida por um Juiz da mais alta corte de justiça do Universo (Dn 7:9, 10). A amplitude da investigação certamente comprometerá todos nós, por que todos pecamos (Rm 3:23). Ninguém fica de fora dessa investigação. Não há inocente nessa história (Rm 3:10-18). Segundo as leis que regem esse tribunal, a penalidade máxima, a pena de morte, deve ser aplicada a cada infrator condenado (Rm 6:23).

No entanto, podemos recorrer gratuitamente ao mais competente defensor público, o advogado Jesus Cristo, “o Justo” (1Jo 2:1). Ele propõe conosco um acordo de delação premiada (Is 1:18). Segundo esse acordo, “se confessarmos os nossos pecados, Ele [o Juiz] é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (1Jo 1:9). Nesse processo judicial, “quem encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e abandona aceitará misericórdia” (Pv 28:13).

Isso mesmo! A nós, réus do julgamento em que Deus é o Juiz “que pode salvar e fazer perecer” (Tg 4:12), é oferecida uma proposta que cancela o “escrito de dívida que era contra nós” (Cl 2:14). O acordo consiste na delação de nós mesmos, admitindo nossa própria culpa e confessando nossos pecados. Ao entregar nossos pecados ao Juiz, num procedimento de “autodelação”, Ele nos atribuirá Sua própria justiça perfeita (Rm 4:3-8). Isso feito, somos “justificados, gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Jesus Cristo, […] mediante a fé” (Rm 3:24,25), e recebemos os benefícios da “autodelação” premiada, que são: a paz com Deus (Rm 5:1), a cura da saúde física e emocional (Sl 32), a salvação da ira divina (Rm 5:9), a regeneração de uma vida de pecado (1Co 6:11), a libertação da prática do pecado pelo poder de Cristo (Gl 2:17-20) e a habilitação para receber a herança de nosso Pai celeste, a vida eterna (Tt 3:7).

Inúmeras pessoas já se beneficiaram com um acordo de “autodelação” premiada proposto pelo todo-poderoso juiz Deus por meio do advogado Jesus Cristo. Entre elas estão o rei Davi, que foi julgado por vários crimes, como assédio e assassinato (1Sm 11 e 12) (confira na íntegra as duas sessões de depoimento de delação do rei Davi nos Salmos 32 e 51); um publicano não identificado pelo nome, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crime de lesa-pátria (confira a sessão em que ele apresentou sua delação em Lucas 18:9-14); e um tal de Saulo de Tarso, posteriormente conhecido como Paulo, que se considerava o principal dentre todos os criminosos do mundo (1Tm 1:15).

Deus quer agora fazer com você um acordo de “autodelação” premiada: confesse a Ele seus pecados e receba gratuitamente os benefícios de colaborar com a justiça divina: perdão, paz, libertação do pecado, poder do Espírito Santo, um novo coração (Ez 36:26) e a vida eterna.

Fernando Dias (via Revista Adventista)

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Coreia do Norte, EUA, Armagedom e a Contenção Divina

A Coreia do Norte lançou um novo míssil a partir de uma área próxima da capital Pyongyang, que então sobrevoou o Japão e caiu no Oceano Pacífico, disseram nesta sexta-feira (15, pela hora local) autoridades japonesas e sul-coreanas. E nesta quinta-feira (14), uma agência estatal afirmou que a Coreia do Norte ameaçou usar armas nucleares para "afundar" o Japão e reduzir os Estados Unidos a "cinzas e escuridão" por apoiar a resolução e sanções do Conselho de Segurança da das Nações Unidas (ONU) contra o mais recente teste nuclear do regime norte-coreano, segundo a Reuters. 

A Coreia da Norte, um regime comunista, dirigido por Kim Jong-un, um jovem de 33 anos capaz de submeter sua população ao terror e à fome, encontra-se em meio de uma corrida nuclear cada vez mais bem-sucedida, enquanto, no outro lado do Pacífico, Donald Trump, o presidente mais imprevisível da história, ocupa a Casa Branca. Já dizia Einstein: “Não sei como será a Terceira Guerra Mundial, mas sei que a Quarta será com paus e pedras”. Será que estamos mesmo à beira da batalha do Armagedom?

Podemos considerar o Armagedom como a terceira guerra mundial?
Muitas teorias especulativas têm sido propostas na tentativa de interpretar o Armagedom mencionado em Apocalipse 16:12-16. Hoje, uma das mais populares é a de que ele será uma guerra nuclear de grandes proporções. Como já ocorreram duas guerras mundiais, e o texto bíblico fala que nesse confronto estarão envolvidos os “reis do mundo inteiro” (verso 14), muitos imaginam que o Armagedom só poderá ser uma terceira guerra mundial. Por mais fascinante e lógica que essa ideia possa parecer, ela não passa de uma teoria especulativa, sem base bíblica. 

Conflitos bélicos certamente continuarão existindo, e mesmo se intensificando, até o fim dos tempos (ver Mt 24:6-8). Mas o Armagedom é descrito no livro do Apocalipse como “a peleja do grande Dia do Deus todo-poderoso” (16:14), travada entre os poderes demoníacos da “besta” e dos “reis da terra, com os seus exércitos”, de um lado, e o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” e “o seu exército”, do outro (19:16 e 19). 

A natureza essencialmente espiritual desse conflito é confirmada pela participação nele tanto de Cristo, o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” que monta o “cavalo branco” (Ap 19:11, 16, 20), quanto do “dragão”, que é Satanás, e de outros “espíritos de demônios” (Ap 16:13 e 14 e 12:9). Os dois grupos conflitantes serão definidos pelo seu relacionamento com os “mandamentos de Deus” e o “testemunho de Jesus” (Ap 12:17). De um lado, estarão “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”, e que, consequentemente, não adoram “a besta e a sua imagem”; e, do outro, estarão os que adoram “a besta e a sua imagem”, e que, por conseguinte, não “guardam os mandamentos de Deus” e que não “têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17, 14:912).

Longe de ser um mero conflito bélico-nuclear, o Armagedom será o confronto cósmico final entre as forças do bem e os poderes do mal, no qual será decidido, para sempre, quem é digno de adoração (comparar com 1Rs 18). Embora os ímpios se prepararão belicamente para a batalha (Ap 16:14; ver também 20:7-9), cremos que os justos jamais assumirão uma postura de combatência militar (ver Mt 5:38-48, Rm 12:17-21). Nesse conflito espiritual (ver Ef 6:10-18), Cristo e os Seus anjos pelejarão em favor dos justos, triunfando definitivamente sobre Satanás e suas hostes (Ap 20:1-21:8).

Contenção Divina
Segundo as profecias, o destino da Terra não está sujeito à boa-vontade de líderes humanos. O Soberano do universo intervém para conduzir o mundo a um desfecho específico. Quando parece que os povos vão se destruir, Deus age para contê-los. No Apocalipse, isso é representado pela imagem de quatro anjos segurando os quatro ventos do céu (Apocalipse 7:1).

A chave para se compreender essa simbologia está no sexto selo (Apocalipse 6:12-17). Nessa seção, fala-se de eventos cataclísmicos, que culminam no recolhimento das nuvens e a fuga dos “reis da terra” e de “todo escravo e todo livre”, que se abrigam “nas cavernas e nos penhascos dos montes” (ou seja, refere-se aos “eventos finais que conduzirão para a segunda vinda de Cristo”).[1] Pedem que os montes e rochedos caiam sobre eles e os escondam “da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro”. E a seção termina com uma pergunta contundente: “chegou o grande Dia da ira deles e quem é que pode suster-se?” (v. 17).

O capítulo 7, que constitui um parêntese entre o sexto e o sétimo selos, parece responder à pergunta feita em 6:17. Nele, apresentam-se “quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando seguros os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma” (Apocalipse 7:1). Na Bíblia e no simbolismo apocalíptico, o número quatro representa as quatro direções (norte, sul, leste e oeste), transmitindo a ideia de uma abrangência global, a totalidade do mundo (1Crônicas 9:24; Isaías 11:2; Jeremias 49:36; Ezequiel 7:2; Zacarias 2:6).

Os quatro anjos representam “os agentes divinos no mundo, retendo as forças do mal até que a obra de Deus no coração dos seres humanos seja concluída e o povo do Senhor receba o selo na testa”.[2] Assim como as casas dos israelitas foram marcadas com sangue para serem protegidas antes da última praga e do próprio êxodo, e algo semelhante tenha ocorrido no tempo do exílio (Ezequiel 9:1-11), no tempo do fim, o povo de Deus receberá um sinal distintivo para ser protegido contra as imensas destruições reservadas para os últimos momentos antes da volta de Jesus (Mateus 24:30, 31; 1Tessalonicenses 4:16-18).

Na Bíblia, Deus é o Senhor dos ventos (Amós 4:13). O Criador os utiliza para cumprir seus propósitos na Terra (Gênesis 8:1; Êxodo 10:13; 14:21). Ventos servem para destruir e proteger, trazer alimento (Números 11:31) ou a privação dele (Gênesis 41:6); nas mãos de Deus, o “vento abrasador” é um instrumento de juízo (Salmos 11:6; 48:7), como elemento desagregador (Salmos 18:42; 35:5). Na metáfora poética, Deus “cavalga um querubim”, voa “nas asas do vento” (Salmos 18:10; 104:3).

Porém, é nos textos dos Profetas que a imagem do vento assume um significado mais útil para a compreensão do símbolo apocalíptico. Vento se torna uma metáfora para a ação destruidora das nações que resulta na dispersão e no cativeiro (Jeremias 4:11-13; 18:17; 22:22; 49:32, 36; 51:1, 16; Ezequiel 5:2, 10; 13:11, 13; 17:21; Oseias 8:7; 12:1; 13:15; Hebreus 1:11). É tomado como símbolo apocalíptico em Daniel 7:1 a 8 e se apresenta com o mesmo significado no Apocalipse.

Na fase final da história humana, a Divindade atua para conter os impulsos violentos das nações. O livro de Daniel nos dá um vislumbre da ação dos mensageiros divinos junto aos governantes humanos – “o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia” (Daniel 10:13). Os quatro anjos simbólicos de Apocalipse 7 representam a ação de anjos reais, sem desconsiderar a atividade imprescindível do Espírito Santo, simbolizada pelos “sete espíritos de Deus enviados por toda a terra” (Apocalipse 5:6; comparar com 1:4; 3:1; 4:5).

Consciência e ação
Para a escritora Ellen White, mensagem apocalíptica dos quatro anjos segurando os quatro ventos tem implicações espirituais profundas quanto à consciência sobre o tempo em que vivemos, à condição espiritual de cada um e, especialmente, quanto à missão. Destaco a seguir algumas de suas mensagens sobre os quatro anjos e a contenção dos ventos:

1) “Os (…) ventos serão a incitação das nações para um combate fatal”, por parte de Satanás (Maranata, p. 173).

2) Apesar de a paz mundial se encontrar num estado de “incerteza”, com as nações “iradas” e fazendo “grandes preparativos de guerra”, “está ainda em vigor a ordem dada nos anjos, de segurarem os quatro ventos” (Maranata, p. 241).

3) Os acontecimentos são iminentes, apesar de ainda não ter chegado a hora da “batalha final” (Eventos Finais, p. 229).

4) Mesmo agora o “refreador Espírito de Deus está (…) sendo retirado do mundo. Furacões, tormentas, tempestades, incêndios e inundações, desastres em terra e mar, seguem-se um ao outro em rápida sequência” (Serviço Cristão, p. 52).

5) Tudo depende do fim da intercessão de Cristo no santuário celestial. Quando isso ocorrer, os anjos deixarão de segurar os ventos, e virão “as sete últimas pragas”, que são juízos divinos (Eventos Finais, p. 245).

6) Não há espaço para complacência. Devemos travar uma inevitável luta espiritual pela transformação do caráter (Testemunhos Seletos, volume 2, p. 217).

7) Agora é o momento de alcançar o mundo com a mensagem para este tempo (Testemunhos Seletos, volume 2, p. 374).

A paz entre as nações é apenas um verniz de civilidade e respeito mútuo. Se as paixões humanas pervertidas assumem o controle, toda a diplomacia desmorona. “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição” (1 Tessalonicenses 5:3). Somente o Rei dos Reis pode impedir que nos destruamos uns aos outros. Ele refreia o ímpeto destrutivo das nações, para preservar a vida. Portanto, como Jesus disse, não precisamos viver “assustados”, pois as guerras são um dos sinais do fim, mas não o fim (Marcos 13:7).

De nossa parte, cabe orar “em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito” (1 Timóteo 2:2). Precisamos ter consciência de que a paz e a liberdade religiosa são uma dádiva, a qual devemos ajudar a preservar, como os maiores pacifistas. O tempo de graça e liberdade que temos deve ser aproveitado ao máximo para salvar pessoas. Nos dias atuais, não podemos brincar de ser cristãos. Devemos levar a sério nossa identidade e missão.

Alberto R. Timm (via Centro White) / Diogo Cavalcanti (via Apocalipses)

[1] Ranko Stefanovic, Revelation of Jesus Christ. Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2ª ed., 2009, p. 259. 
[2] Francis Nichol (ed.). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, vol. 7, 2014, p. 864.

Nota: Assistam também a este vídeo do professor Leandro Quandros nos aconselhando a não sermos obsessivos e nem paranoicos com relação aos sinais da volta de Cristo:

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Como seria o primeiro culto dos remidos no céu?

(Dando asas à imaginação sobre um sonho tão sonhado)

Não é errado sonhar e nem tentar vislumbrar aquilo que tanto queremos. Deixei a imaginação fluir e construir um possível cenário do que seria o primeiro culto dos remidos no céu. Ainda que possa parecer presunçoso, eu me imagino lá, presente, pela graça, tão somente pela graça de Deus. 

Embora saibamos que vamos estar na presença de Deus “de uma lua nova até a outra, de um sábado até o outro”, ou seja, diariamente, gosto da ideia de que esse culto se dará em um dia de sábado, celebrando assim a nova criação de Deus. Ao redor do trono, diante do nosso maravilhoso Pai, com vestes brancas, todos nós salvos, a grande multidão de remidos, homens, mulheres e crianças, pessoas de todas as épocas, justificados pela graça de Cristo, santificados pela ação do Espírito, glorificados pelo poder de Deus. Estamos circundados pelos exércitos de anjos celestes, em total reverência, com alegria sem fim no coração. Em nosso pobre planeta lá embaixo, o mal ainda não terá sido extinto, estamos iniciando o milênio de glória, mas já estamos livres dos efeitos do pecado, já sem lembrança de tudo de ruim que passamos. 

O coro de anjos, a orquestra maravilhosa, instrumentos jamais vistos, todos a postos, prontos, aguardando o início daquele culto especial. A um sinal de Gabriel, o magnífico arcanjo, maestro maior de todos os coros, erguem-se as vozes celestes. 

Perfeição completa, eis a música do céu! Finalmente a conhecemos, nós que sobre ela tanto falamos, discutimos e divergimos em nossa velha Terra. Como é diferente de tudo que pensávamos! Como era pobre nossa imaginação! Falávamos em tantos padrões, culturas, escolas musicais, gêneros, e a música de Deus agora nos surpreende a todos. Como teria sido tão melhor ter deixado, lá em nosso velho planetinha, o Espírito falar ao nosso coração, sempre, acima de qualquer erudição, acima de qualquer preconceito, acima da estratificação de nossas mentes! 

E os músicos celestes nos brindam com um concerto extraordinário de boas vindas aos salvos. São momentos eternos que passam, que não sentimos, que não nos cansam nem incomodam. Criação musical coletiva, todos parecem pensar os mesmos acordes e sequências, e a música flui espontânea e bela, é mágica, impressiona os corações, alegra a alma dos salvos em Jesus. 

De repente, a música muda. Cristo Jesus levanta-se ao lado do Pai e adianta-se. É o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo, o Leão da tribo de Judá, o Príncipe da Paz. Para Ele voltam-se todos os olhares, as mentes e os corações. É para Ele a próxima música do céu. Os acordes são outros, é outra a cadência, os anjos mal conseguem conter a emoção. A letra, de poesia perfeita e maravilhosa repete: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”. Não dá pra descrever o que vai no coração de todos os presentes. Os remidos choram, mas é um choro de alegria, de agradecimento. São mais momentos eternos e inesquecíveis. 

E agora, algo especial: a uma modulação maravilhosa, que o mais experimentado dos músicos terrestres jamais conseguiu sequer imaginar, a orquestra e o coro param. Jesus vai solar. Sua voz é completamente harmônica. Em alguns momentos suave e doce, a voz do Bom Pastor; em outras partes é como o som de muitas águas. Dispensa o acompanhamento. A letra diz, entre outras belezas: “Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. A orquestra e o coro de anjos, voltam em contracanto perfeito, respondem e devolvem a Cristo toda a honra, repetindo: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”. A participação do Salvador, do Rei dos Reis, é perfeita. 

Mas ainda há mais emoção nesse culto difícil de narrar. Todos os remidos que estão prostrados diante do trono, agora se levantam. Sim, nós vamos agora cantar. E não vamos fazer feio, temos mentes transformadas e corpos glorificados, dons restaurados, alcançamos a perfeição em Cristo Jesus. E sobre o que cantamos? Ah, com toda certeza, cantamos da experiência humana, da experiência pessoal de cada um. Cantamos daquilo que vivemos e passamos. E os outros mundos, habitados por seres superinteligentes e sem pecado, a tudo assistem maravilhados, sendo que jamais poderão cantar como nós cantamos, pois serão incapazes de transmitir musicalmente aquilo que não viveram. 

E cantamos o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: “Grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-Poderoso; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos”

E o grande culto, antecedendo a monumental Escola que virá depois, prossegue todo em música, alternando coro e orquestra de anjos, solos maravilhosos, corais de remidos triunfantes. Não existe mais cansaço, não mais tédio, não mais monotonia, o tempo não existe, estamos enfim na Eternidade, vivendo dentro do sonho! 

No final, a bênção do Pai, o Deus dos Exércitos, o Criador de todos os mundos, que sobre nós levanta o Seu rosto, e nos dá a paz, a Sua paz, que excede a todo o entendimento. 

Em seguida, o início do nosso aprendizado na grande Escola dos céus. Quantas perguntas, quanta curiosidade, quanta sede de saber e conhecimento. Deus, Cristo Jesus, os santos anjos, a influência esclarecedora do Espírito Santo, são os nossos Mestres nessa Escola eterna. Ali, diariamente, ouviremos de Suas bocas santas e sábias, tudo que não entendíamos, e com mente clara agora compreendemos perfeitamente, sem sofismas, sem enganos, sem dúvidas. 

Depois, ao lado do rio da água da vida, encimados por um céu de azul perfeito, a ceia dos remidos, com os frutos da árvore da vida, alimento sadio que nos garante a vida eterna, sem doenças, sem dores, sem sofrimento, sem pecado. 

Amigos, quando aqui cantamos o que vivemos, o canto sai livre, verdadeiro, consistente, autêntico e transmite um prenúncio da atmosfera do céu. Quando aqui estudamos e nos alimentamos da Palavra de Deus, estamos nos aprimorando no conhecimento de um Deus maravilhoso e um Salvador justificador. Deus queira, e Ele com certeza quer, que cada ser humano se arrependa e se salve. O fogo eterno não foi preparado para nós, mas para o diabo e seus anjos. Aquele culto maravilhoso, de cuja liturgia aqui consegui apenas arranhar um pouquinho a superfície, nos espera. Não podemos faltar, não iremos chegar atrasados! Deus nos abençoe, e mesmo em meio às nossas manias e aos nossos desencontros, nos conserve em união de propósitos e em amor fraterno, sem o que, não estaremos lá naquele dia. Sejam felizes.

Mário Jorge Lima (via Instantâneos do Reino)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Por onde anda André Ramiro, ator adventista de Tropa de Elite?

Dez anos depois de “Tropa de Elite” (2007), André Ramiro não é mais um “aspira”, e nem estamos falando de ter sido promovido a comandante do Bope em “Tropa 2”. Desde que o filme de José Padilha o tornou conhecido do público como o aspirante a oficial do Bope André Mathias, o ator carioca de 36 anos tem procurado tirar o máximo proveito da visibilidade e, se você acha que ele andava sumido, é porque não estava prestando atenção.

Depois de “Tropa”, ele emendou um trabalho na Globo (“Casos e Acasos”, 2008) e outras cinco produções na Record --”A Lei e o Crime” (2009), “Vidas em Jogo” (2011), “Pecado Mortal” (2013), “Plano Alto” (2014) e “A Terra Prometida” (2016). Desde então, no entanto, vem mirando seus esforços novamente no cinema e em séries da TV paga.

Nas telonas, lançou sua carreira internacional ao participar do filme argentino "Las Ineses" (2015), dirigido por Pablo José Meza. Antes, já havia atuado na produção venezuelana "Patas Arribas" (2009). No meio tempo, Ramiro filmou duas séries, ainda inéditas, e voltou ao cinema nacional em “Pacto de Sangue”, que o canal Space deve levar ao ar em 2018. Há dois meses, Ramiro se mudou temporariamente para São Paulo para fazer outra série, “Rio Heroes”, produção da Fox também prevista para 2018. 

Batismo de André Ramiro na IASD
O ator também passou um mês na Amazônia para rodar “Libertos”, que ele define como um “filme cristão, mas nada catequisador”. “Meu personagem é o Emanuel, um médico que cuida de índios na Amazônia, e uma gangue o sequestra nessa aldeia e leva para um cativeiro onde eles engravidam as mulheres e vendem as crianças. Num determinado momento, ele decide que vai libertar aquelas mulheres”, revela. “Considero que até então foi o personagem da minha vida, foi um personagem que me afetou muito positivamente”, diz ele, sobre o filme que deve ser lançado na Páscoa de 2018 e que foi produzido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia (leia mais sobre o projeto aqui).

Ramiro agora quer voltar ao Rio para se dedicar um pouco à família, investir em workshops de interpretação que vem ministrando junto com amigos, e também tocar dois outros projetos: um monólogo teatral e um novo disco --antes de ser ator, ele começou como rapper, e chegou a lançar um disco em 2012. (Com informações de UOL)

Nota: André Ramiro foi batizado em 16 de novembro de 2013 na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Botafogo, no Rio de Janeiro.

Culpado? Inocente? Até quando?

Assisto e leio o noticiário da Lavajato e outros processos, indiciamentos, investigações, suspeitas, delações. O cenário está apodrecido, caótico. E dependendo da nossa simpatia ou posição política, ficamos torcendo pela condenação ou absolvição deste ou daquele.

Mas minha postagem hoje, quero apenas usar isso como pano de fundo para refletir sobre outra situação, também caótica, fazendo um paralelo entre a Justiça dos Homens e a Justiça de Deus.

Na Justiça dos Homens, todos são INOCENTES. Essa situação perdura até que haja provas em contrário. Que provas são essas que podem provar a CULPA do réu?

São resultantes de todo um processo investigatório, demorado, penoso, muitas vezes injusto e cheio de falhas. Seus agentes são juízes e jurados cheios de imperfeições.

Na Justiça de Deus, todos são CULPADOS. Essa situação perdura até que haja provas em contrário. Que provas são essas que podem provar a INOCÊNCIA do réu?

São resultantes de um processo já completado, onde um inocente, absolutamente justo e santo, foi considerado culpado, e transferiu seus méritos perfeitos para um culpado, absolutamente injusto e pecador. Desse modo, este pôde ser declarado e tratado como justo e inocente. O agente e promotor desse processo é um Juiz justo, santo, infalível.

Isso é GRAÇA!
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso [a salvação pela graça] não vem de vós; é dom de Deus.” (Efésios 2:8)
Mário Jorge Lima (via Instantâneos do Reino)
“É uma segurança considerável o fato de que não compareceremos diante de nenhum outro tribunal a não ser o de nosso Redentor." (João Calvino)

terça-feira, 12 de setembro de 2017

14 grupos que deixarão a igreja antes da segunda vinda de Jesus

“Sacudidura” é uma palavra figurativa usada em nossa igreja que designa uma experiência especial de seleção entre o povo de Deus. A palavra vem do ambiente agrícola. Após a colheita, os grãos são peneirados e sacudidos, método que descarta os grãos quebrados e a palha é soprada para fora.
"Vou dar ordem e vou separar os bons dos maus em Israel, como quem separa o trigo da casca, sem perder um só grão." (Amós 9:9)
A sacudidura escatológica, conforme ensinam os adventistas, é um período que acontecerá antes da segunda vinda de Jesus Cristo, finalizando com o término do juízo investigativo no santuário celestial (fechamento da porta da graça), abrangendo tanto indivíduos como grupos.
“A sacudidura deve em breve acontecer para purificar a igreja.” (Carta 46, 1887, p. 6)
"Haverá uma sacudidura da peneira. No devido tempo, a palha precisa ser separada do trigo. Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos está esfriando. Este é precisamente o tempo em que o genuíno será o mais forte." (Eventos Finais, p. 173)
Quem são os que deixarão a Igreja, sob a ação da sacudidura, identificados de forma geral sob as figuras do “joio”, “palha” e “mornos”? Em diferentes fontes, nos escritos de Ellen White, encontramos pelo menos 14 grupos que, eventualmente, deixarão a igreja:

1. Os autoenganados (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 89, 90; v. 5, p. 211, 212).
2. Os descuidados e indiferentes (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 182).
3. Os ambiciosos e egoístas (Primeiros Escritos, p. 269).
4. Os que recusam sacrificar-se (Primeiros Escritos, p. 50).
5. Os orientados pelo mundanismo (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 288).
6. Os que comprometem a verdade (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 81).
7. Os desobedientes (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 187).
8. Os invejosos e críticos (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 251).
9. Os fuxiqueiros, que acusam e condenam (Olhando Para o Alto, p. 236).
10. A classe conservadora superficial (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 463).
11. Os que não controlam o apetite (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 31).
12. Os que promovem desunião (Review and Herald, 18 de junho de 1901).
13. Os estudantes superficiais das Escrituras (Testemunhos para Ministros, p. 112).
14. Os que perderam a fé no dom profético (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 84).

Dois fatos aqui são convergentes. Primeiramente, a ampla variedade desse catálogo. Em segundo lugar, todas essas categorias estão hoje representadas na igreja. 
"Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário." (O Grande Conflito, p. 608)
Novamente, a ênfase é colocada no fato de que são os infiéis que abandonarão a igreja. 
"Ele, porém, respondeu: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada." (Mateus 15:13)
No texto acima, Jesus nos adverte contra as heresias teológicas do rigorismo farisaico como plantas que Deus não plantou. As heresias, contudo, não se limitam às doutrinas. Há também as heresias do comportamento, que serão também eliminadas.
"Introduzir-se-ão divisões na igreja. Desenvolver-se-ão dois partidos. O trigo e o joio crescerão juntos para a ceifa." (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 114)
"É uma solene declaração que faço à igreja, de que nem um entre vinte dos nomes que se acham registrados nos livros da igreja, está preparado para finalizar sua história terrestre, e achar-se-ia tão verdadeiramente sem Deus e sem esperança no mundo, como o pecador comum." (Eventos Finais, p. 172)
O extraordinário a respeito desse processo é que ele ocorrerá naturalmente, como resultado da incompatibilidade fundamental entre a verdade e tudo aquilo que é contrário a ela. Nosso desafio é:
"Quando a religião de Cristo for mais desprezada, quando Sua lei mais desprezada for, então deve nosso zelo ser mais ardoroso e nosso ânimo e firmeza mais inabaláveis. Permanecer em defesa da verdade e justiça quando a maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor quando são poucos os campeões - essa será nossa prova. Naquele tempo devemos tirar calor da frieza dos outros, coragem de sua covardia, e lealdade de sua traição." (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 31)
A purificação da igreja virá, mas administrada pelo Senhor da igreja.
"Mas quem suportará o dia da Sua vinda? E quem subsistirá, quando Ele aparecer? Porque Ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros. E assentar-Se-á, refinando e purificando a prata; e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata." (Malaquias 3:2 e 3)
"Estamos no tempo da sacudidura, tempo em que cada coisa que pode ser sacudida, sacudir-se-á. O Senhor não desculpará os que conhecem a verdade, se não obedecem a Seus mandamentos por palavra e ação." (Eventos Finais, p. 173)
Contudo, a igreja não cairá, e por fim, novos conversos ocuparão os lugares dos que se retirarem:
"A igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece, ao passo que os pecadores de Sião serão lançados fora na sacudidura - a palha separada do trigo precioso. É esse um transe terrível, não obstante importa que tenha lugar." (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 380)

"Os lugares vagos nas fileiras serão preenchidos pelos que foram representados por Cristo como tendo chegado na hora undécima. Há muitos com quem o Espírito de Deus está lutando. O tempo dos juízos destruidores da parte de Deus é o tempo de misericórdia para aqueles que [agora] não têm oportunidade de aprender o que é a verdade. O Senhor olhará para eles com ternura. Seu coração compassivo se enternece, e a mão do Senhor ainda está estendida para salvar, enquanto a porta é fechada para os que não querem entrar. Será admitido um grande número de pessoas que nestes últimos dias ouvirem a verdade pela primeira vez." (Eventos Finais, p. 182)

E se Jesus fosse neopentecostal?

Se Jesus fosse neopentecostal, não venceria Satanás pela Palavra, mas o teria repreendido, o amarrado, mandado ajoelhar, dito que é derrotado, feito uma sessão de descarrego durante 7 terças-feiras, aí sim ele sairia. (Mt 4:1-11)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria feito simplesmente o “sermão da montanha”, mas teria realizado o Grande Congresso Galileu de Avivamento Fogo no Monte, cuja entrada seria apenas 250 Dracmas divididas em 4 vezes sem juros. (Mt 5:1-11)

Se Jesus fosse neopentecostal, jamais teria dito, no caso de alguém bater em uma de nossa face, para darmos a outra; Ele certamente teria mandado que pedíssemos fogo consumidor do céu sobre quem tivesse batido pois “ai daquele que tocar no ungido do Senhor”. (Mt 5:38-42)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria curado o servo do centurião de Cafarnaum à distância, mas o mandaria levar o tal servo em uma de suas reuniões de milagres e lhe daria uma toalhinha ungida para colocar sobre o seu servo durante 7 semanas, aí sim, ele seria curado. (Mt 8:5-13)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria multiplicado pães e peixes e distribuído de graça para o povo, de jeito nenhum!! Na verdade, o pão ou o peixe seriam “adquiridos” através de uma pequena oferta de no mínimo 50 dracmas e quem comesse o tal pão ou peixe milagrosos seria curado de suas enfermidades. (Jo 6:1-15)

Se Jesus fosse neopentecostal, Ele até teria expulsado os cambistas e os que vendiam pombas no templo, mas permaneceria com o comércio, desta vez sob sua gerência. (Mt 21:12-13)

Se Jesus fosse neopentecostal, quando os fariseus o pedissem um sinal, certamente Ele imediatamente levantaria as mãos e de suas mãos sairiam vários arco-íris, um esplendor de fogo e glória se formaria em volta dEle, que flutuaria enquanto anjos cantarolavam: “Divisa de fogo varão de guerra, Ele desceu a terra, Ele chegou pra guerrear”. E repetiria tal performance sempre que solicitado. (Mt 16:1-12)

Se Jesus fosse neopentecostal, nunca teria dito para carregarmos nossa cruz, perdermos nossa vida para ganhá-la, mas teria dito que nascemos para vencer e que fazemos parte da geração de conquistadores, e que todos somos predestinados para o sucesso. E no final gritaria: receeeeeeebaaaaaa! (Lc 9:23)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria curado a mulher encurvada imediatamente, mas teria a convidado para a Escola de Cura para o aprender os 7... veja bem, os 7 passos para receber a cura divina. (Lc 13:10-17)

Se Jesus fosse neopentecostal, de forma alguma teria entrado em Jerusalém montado num jumento, mas teria entrado numa carruagem real toda trabalhada em pedras preciosas, com Poncio Pilatos, Herodes e a cantora Maria Madalena cantando hinos de vitória “liberando” a benção sobre Jerusalém. E o povo não O receberia declarando Hosana! Mas marchariam atrás da carruagem enquanto os apóstolos contariam quantos milhões de pessoas estavam na primeira marcha pra Jesus. (Mt 21:1-15)

Se Jesus fosse neopentecostal, ao curar o leproso (Mc 1:40-45), este não ficaria curado imediatamente, mas durante a semana enquanto ele continuasse crendo. Pois se parasse de crer.. aiaiaiaiai.

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria expulsado o demônio do geraseno com tanta facilidade, Ele teria realizado um seminário de batalha espiritual para, a partir daí, se iniciar o processo de libertação daquele jovem. (Mc 5:1-20)

Se Jesus fosse neopentecostal, o texto seria assim: “Mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um pobre entrar no reino dos céus.” (Mt 19:22-24)

Se Jesus fosse neopentecostal, Ele teria sim onde recostar sua cabeça e moraria no bairro onde estavam localizados os palácios mais chiques e teria um castelo de verão no Egito. (Mt 8:20)

Se Jesus fosse neopentecostal, Zaqueu não teria devolvido o que roubou, mas teria doado ao Seu ministério. (Lc 19:1-10)

Se Jesus fosse neopentecostal, não pregaria nas sinagogas, mas na recém fundada Igreja de Cristo, e Judas ao traí-Lo, não se mataria, mas abriria a Igreja de Cristo Renovada.

Se Jesus fosse neopentecostal, não diria que no mundo teríamos aflições, mas diria que teríamos sucesso, honra, vitória, sucesso, riquezas, sucesso, prosperidade, honra.... (Jo 16:33)

Se Jesus fosse neopentecostal, Ele seria amigo de Pôncio Pilatos, apoiaria Herodes e só falaria o que os fariseus quisessem ouvir. 

Certamente, se Jesus fosse neopentecostal, não sofreria tanto nem morreria por mim nem por você... Ele estaria preocupado com outras coisas. Ainda bem que não era.

Felipe Almada (Púlpito Cristão)